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Quando minhas forças já não são suficentes.

No instante em que cheguei ao mundo, claro, não sabia o quanto teria que lutar.Juntei forças desta terra em conjuto com as do céu e sobrevivi.
As nuvens mesmas que ora traziam a beleza da contemplação, traziam também as tempestades.Parece óbvio, claro como a água. Contudo, pés no chão e descalço prossegui. Pisando em tapates ásperos que faziam calos e inchaço, mas mesmo assim ganhei terreno e me afastei do solo árduo e infértil.No caminho ganhei o asfalto, negro e quase um labirinto. A secura da cidade, totalmente fria e reta, me acudiu em tempo certo. Me alimentou, me deu as primeiras palavras e uma gana imensa de vontade de vence-la. Contaram-se dias, noites, invernos, final de campeonato, compromisso eleitoral, titulo universitário, fila de desemprego, metrôs, praças, e um sonho:"Domar de vez esta cidade que pulsa e repulsa dentro das minhas veias, feito adrenalina".
Amo com todo ódio ressentido São Paulo, meu chão vivo, meu cobertor de oportunidades, conquistadas e outras disperdiçadas. Cheguei aqui, daqui, penso só sair no dia que me faltar pulso e sangue jorrando forte no meu corpo, apenas cansado da longa trilha, contemplando o lugar mais alto para o merecido repouso.
Erinaldo Oliveira
Enviado por Erinaldo Oliveira em 09/07/2005
Reeditado em 09/07/2005
Código do texto: T32602
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Sobre o autor
Erinaldo Oliveira
São Paulo - São Paulo - Brasil, 52 anos
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Erinaldo Oliveira