GERAÇÃO Y E A RETENÇÃO DE TALENTOS

Os nascidos entre os anos de 1978 e 1988 pertencem a geração Y. São jovens inquietos, que adoram mudanças, trabalham naquilo que sentem prazer, não costumam seguir um caminho tradicional, priorizam as relações humanas, não descartam o lazer, priorizam o “eu”, cuidam do meio ambiente, são fortemente éticos e fazem inúmeras coisas ao mesmo tempo. Liberdade - podemos dizer que é a palavra-chave da geração Y. Parcela da sociedade pode considerá-los insubordinados, folgados, egoístas e distraídos, por isso precisam aprender a conversar com eles para descobrirem que estão enganados.

Cresceram na era da tecnologia em meio a games, acesso a internet, computadores, celular, etc., inclusive, pesquisas já apontaram que o uso de ferramentas virtuais desenvolve um sistema cognitivo diferente, portanto, esta geração é diferente das anteriores.

Normalmente, em se tratando de carreira, as pessoas da geração Y trabalham para viver, têm resistência a horas-extras, são interessados na capacitação profissional e conhecimentos técnicos, procuram sempre por empregos que lhes ofereçam horários flexíveis, bons salários, status e plano de carreira. Almejam crescer rapidamente dentro da organização e como exemplo disso querem a promoção em um ano, conforme informaram 56% dos profissionais pesquisados no estudo da consultoria Rainmaker Thinking.

O Y quer ser reconhecido em sua empresa pelo trabalho desenvolvido e caso o ambiente empresarial não o agrade mais, não terá medo de voar para novos ares.

Considerando o desinteresse em estar empregado por 20 anos ou mais apenas numa única empresa, nasce a necessidade de criação de técnicas para retenção de talentos, mas desde que exista equilíbrio entre a vida profissional e pessoal do Y.

Para o empresário Abílio Diniz, “o fator determinante para a permanência de um profissional da geração Y no emprego é a identificação com os valores da empresa, a transparência das tarefas de cada profissional e, principalmente, o feedback regular do trabalho executado”.

Nas empresas podem entrar em conflito com outras gerações, como os baby-boomers, filhos do pós-guerra nascidos entre 1946 e 1964, que se preocupam em cumprir tarefas.

Haverá boas chances de permanecer na empresa se o profissional da geração Y trabalha com liberdade e encontra sentido na realização de sua atividade desde que equilibrada com sua vida pessoal.

Um exemplo famoso da geração Y é Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, que já declarou: “Eu preciso ter prazer para cumprir o meu dever”. Ele é empreendedor jovem, inteligente, simples e sorridente.

O modelo de empresa ideal para qualquer profissional da geração Y trabalhar: Google e Facebook, pois há paredes coloridas e abertas, salas de jogos, salas para descanso, flexibilidade de horário, ou seja, há liberdade para trabalhar.

Cabe às empresas encontrar a melhor maneira de reter seus talentos para que possam continuar inovando no mercado de grande concorrência.

Bianca Stievano
Enviado por Bianca Stievano em 10/07/2012
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