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Os homens são sempre contra a razão quando a razão é contra eles

A frase que uso para o título deste é de Napoléon Bonaparte. Tomo-a emprestada para ilustrar os acontecimentos e fatos que na minha ótica, vem gerando confusão e inversão de valores.
Em um país confuso, corrupto e mal governado como o nosso, onde o processo educacional e cultural vem se deteriorando a cada dia, conseqüências de efeitos criam ações e distorções que visam cada vez mais as escusas negociatas de corporativistas oligopólios e associações monopolizadoras de interesseiros lucros.
As exigências culturais são cada vez mais medíocres, mais redundantes e com menor gama de informações em conseqüência de uma intencionalidade de tornar o nível crítico menos complexo para atingir cada vez mais pessoas.
Nossa educação a cidadania é miserável e os métodos de ensino e aparelhamento são ainda mais pobres. O processo educacional a cada ano vem se resumindo a merenda, bolsa auxílio e outras migalhas intencionalmente esmoladas para manter as crianças nos bancos escolares e um baixo mentecapto índice de analfabetização. O principal, a educação que a criança devia receber, será testada mais a frente, quando os jovens tentarão uma vaga a um determinado emprego, e aí, serão vítimas dos efeitos da causa, chamado protelação do problema, pois, a cultura dos educadores entende que se depois, o individuo optar para a marginalização, terá a maioridade penal para responder pelos seus atos.
Idéias assim jogam-se os efeitos para os administradores de problemas criarem leis casuístas, aquelas do tipo de abrir vagas no superlotado sistema carcerário.
Há alguns meses, acompanhamos com grande estardalhaço de publicidade, a criação do Banco do Povo, onde foram disponibilizado 24 MIL para empréstimos com baixos juros aos mais carentes e, outros 26 MIL foram disponibilizados a propaganda e publicidade. Estamos envolvidos numa campanha ao desarmamento da sociedade, onde já foram contabilizados gastos de milhões de reais a gratificação a entrega de armas. Outros 200 MIL serão disponibilizados para a publicidade e realização do tal referendo do Sim ou Não.
O foco em que se deveria debater se perde frente a uma midialização que cada vez mais vem se envolvendo nas encenações estrategicamente elaboradas nos meios dos desvios de atenções.
Se não bastasse a corrupção inerente, o Estado mal governado e deteriorado, ainda se dá ao luxo a esses absurdos gastos, colocando mais e mais dinheiro publico no ralo
Nessa midialização, faltam ações, manifestações e atitudes de exigibilidades para que esses gastos fossem também disponibilizados a um crédito maior para os necessitados e para um melhor aparelhamento as estruturas da segurança publica.
Confiamos e elegemos nossa representação que está ai para que visualizassem nossas carências, nossas prioridades e que procurassem fazer com que o dinheiro público fosse aplicado democraticamente, isto é, com o povo e para o povo.
O desencanto desse "voto" de confiança venceu a esperança deixando a sociedade perplexa, acompanhando uma seqüência aparentemente sem fim de escândalos e eventos mal explicados envolvendo denúncias de mesadas para comprar a fidelidade de deputados da base aliada a custa dos cofres de empresas estatais. Causa perplexidade justamente porque os escândalos foram produzidos pela gula de maus políticos ao dinheiro público. Políticos de um partido que cobra dizimo de seus filiados e que sempre combateu a corrupção e a improbidade administrativa, e primava pela ética pública.
O sentimento de impunidade de algumas pessoas parecem estar acima da lei e no meio desse mar de lama aparecem malas cheias de dinheiro, resultado de “doações de fiéis”, o dízimo cobrado pela igreja, que seria transportado por um fretamento aéreo. Usar esse tipo de transporte fica muito mais caro e oneroso do que usar o sistema bancário para esse fim. No mínimo, esse transporte aéreo é um fato gerador de suspeitas.
Causa tamanha perplexidade as atitudes do PT e da igreja universal, as defesas e justificativas de filiados partidários, os argumentos desenfreados de fieis nas tentativas de se passarem por vítimas, ambos pagadores de dizimo.
Atitudes, defesas e argumentos desses, representam como modelagens as quais estão submetidos. Tanto os filiados do PT como os fiéis da igreja deviam ser os primeiros a exigirem prestações de contas desses dízimos. A se colocar em postura de questionamentos a saber como esse dinheiro é empregado. Pois, nesse sistema mercantil-eleitoral, está claro o tráfico de influencias para manejos de cargos, desvios de recursos de estatais, licitações fraudulentas e serviços superfaturados, também para elaborações de leis de isenção de impostos, que favorecem uns e fere a igualdade de outros, elevando a carga tributária dos então, "desiguais".
Onde a sociedade não se impõe de forma organizada, não são gerados controles efetivos de qualquer arrecadação. Assim, os "condutores' não se sentem obrigados a prestar contas e a corrupção corre solta.
Mas, realidade é aquilo no que a maioria acredita. A verdade não importa pois depende das táticas empregadas no que se proclama.
Plínio Sgarbi
Enviado por Plínio Sgarbi em 05/09/2005
Reeditado em 05/09/2005
Código do texto: T47855
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Plínio Sgarbi
Jaú - São Paulo - Brasil, 54 anos
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Plínio Sgarbi