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Venezuela e a Revolução Bolivariana

Estive presente na Coletiva de Imprensa de Hugo Chávez, no Fórum Social Mundial 2005 e não me lembro de ter visto em minha vida alguém mais carismático do que este líder. Suas palavras eram seguidas de aplausos e risos de todo os jornalistas presentes, até daqueles que não o admiravam.  Populista? Com certeza. Mas isso é mal?

A Venezuela está recomeçando a construir o país pelos ideais de Simon Bolívar, o grande herói de sua independência. Esta é a Revolução Bolivariana. Ela está acontecendo por conta de Missões para alfabetização, prática da Economia Solidária, a transição do país para o desenvolvimento endógeno e não mais exógeno, e muitas outras coisas.

Sabe-se que os meios de comunicação – em especial a televisão – têm uma grande influência sobre toda a população. Na Venezuela, quando uma criança se forma “bachiller” (equivalente ao antigo primário), já assistiu a cerca de 15 mil horas de aulas e passou cerca de 22 mil horas em frente a uma televisão. Percebendo isso, o governo venezuelano criou a “Lei Resorte” (Lei de Responsabilidade Social em Rádio e Televisão), que visa controlar a qualidade dos programas assistidos pelas crianças. Esta lei não beneficia somente as crianças, mas também os adultos, pois incentiva a produção nacional e independente, sendo que 5 horas e meia da programação das emissoras de televisão serão dedicadas a estas. Também está na lei que, no mínimo, 85% da publicidade na televisão será produzida no país.

Também pela percepção da importância dos meios de comunicação, está sendo criada a TeleSur e a Vive, emissoras de televisão e rádio, respectivamente. A TeleSur foi criada para combater a divulgação massiva de outras culturas e divulgar a cultura latinoamericana. Ela será uma associação dos países da América Latina, que terão igual participação, mostrando sua cultura, história, debatendo idéias e acontecimentos. A proposta da Vive é a mesma, sendo aplicada ao rádio.

Outra realização deste governo da Venezuela – e talvez a mais significativa – é a criação das Missões para Alfabetização.  Uma delas é a Missão Ribas, em homenagem a José Felix Ribas, herói da luta pela independência da Venezuela. A Missão visa alfabetizar adultos de classe baixa. Este projeto tem a participação direta dos alunos da UBV (Universidade Bolivariana da Venezuela), que ministram as aulas e cuidam da assistência social aos alunos. Com ela, os maiores privilegiados são os mais pobres, que, em maioria, são indígenas e descendentes, e, após o término do curso nesta Missão, passam para outra Missão de ensino básico, depois avançado e podem chegar a cursar o nível superior.

Voltando à pergunta do início: É mal ser populista? Vejamos no dicionário Silveira Bueno a definição: adj. 1 Diz-se do partido político ou agremiação política que procura identificar-se com as camadas populares; (fig.) demagogo.  Chávez privilegia, sim, as camadas populares, pois estas têm maiores e mais urgentes necessidades. A Revolução Bolivariana está levantando o país e sua população.
Portanto, não podemos classificá-lo como demagogo, pois ele faz, age de acordo com o que fala. Mas populista? Sim, e qual é o problema? Por que isso incomoda tanto as elites e os “intelectuais”?  Talvez não queiram o bem de todos...
Nathalia Fernandes
Enviado por Nathalia Fernandes em 13/09/2005
Código do texto: T50215
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Sobre a autora
Nathalia Fernandes
Itu - São Paulo - Brasil, 26 anos
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Nathalia Fernandes