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Identidade

Antes de conceituar identidade, é importante falar da história de controvérsias que há por trás desse conceito. Identidade é um conceito que não comporta uma definição única, como se acreditava inicialmente. Aristóteles criou a teoria de que identidade é a "unidade da substância:"
"Em sentido essencial, as coisas são idênticas do mesmo modo em que são unidade, já que são idênticas quando é uma só em sua matéria (em espécie ou em número) ou quando sua substância é uma. É, portanto, evidente que a identidade de qualquer modo é uma unidade, seja porque a unidade se refira a uma única coisa, considerada como duas, como acontece quando se diz que a coisa é idêntica a si mesma." (ARISTÓTELES apud ABBAGNANO, 1982, p. 503).
Leibniz é autor da segunda definição do conceito de identidade que o aproxima "àquele de igualdade" (1982, p. 503) Mas é a terceira definição de identidade a mais interessante, pois admite que "a própria identidade pode ser estabelecida ou reconhecida com base em qualquer critério convencional". Esse conceito explica o caráter de construção da identidade, uma vez que os critérios precisam ser "estabelecidos" e "reconhecidos”.
O conceito de identidade se trata de uma construção também simbólica. A construção da identidade também diz respeito à apreensão e interpretação da realidade, uma vez que é um processo de representação simbólica, uma tentativa de compreensão de sua própria posição no mundo. Essa construção se dá através de esquemas classificatórios, que permite separar em "nós" e "outros" a partir de critérios dados.

Como interpretação, a representação social da identidade não pode ser tomada como algo definido também. Portanto, não é possível falar em um modo de ser senão em modos de ser.
Identidade social é a posição da pessoa, em relação à posição dos demais dentro da sociedade.
Ao escolher uma profissão, religião, estado civil, etc., o individuo está definindo a sua identidade social.
  Valores diferentes são atribuídos a significações diferentes. Um grau se atribui à um “médico” ou a um “barbeiro”. Assim, a identidade social é a posição que cada uma destas pessoas possui na sociedade.
Não é que um seja mais importante do que o outro. Cada um o médico e o barbeiro ocupam um espaço diferente. Mas, a identidade social está relacionada com a atribuição de valores.
E quais são as medidas para se atribuir estes valores?
Uma destas medidas é a riqueza, que é o acúmulo de bens materiais, dinheiro, etc. Exemplo: Se alguém tem mais dinheiro, tem mais valor social. É claro que para toda regra, tem exceção.
Uma outra medida é o poder, ou seja, a possibilidade maior ou menor de dar ordem em nome do Estado. Exemplo: O Governador tem mais poder do que o Vereador para dar ordem no Estado.
Uma outra medida é a capacidade, ou seja, a possibilidade de alguém ser mais eficiente do que o outro, na mesma profissão. Exemplo: Um médico cardiologista pode ser mais eficiente do que o outro.
Assim, a identidade social pode ser atribuída e adquirida.
É atribuída, quando não se pode fugir dela. Exemplo: A identidade social do homem branco que não pode se tornar preto ou do preto que não pode se fazer branco. Outro exemplo: O Príncipe que é príncipe, porque o pai é Rei. É adquirida quando é conseguida pelo esforço próprio, com vontade, inteligência e talento.
Enfim, identidade é um conjunto de elementos que permitem saber quem uma pessoa é.
Dany Rosa
Enviado por Dany Rosa em 20/09/2005
Reeditado em 20/09/2005
Código do texto: T52057
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Sobre a autora
Dany Rosa
Sorocaba - São Paulo - Brasil, 36 anos
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