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A magia de Trindade

A magia de Trindade

Que frustração!
Num ímpeto, eu quis dividir aqui, o que sinto, sobre um lugar que tem uma parte de mim.. depois de escrever um enorme texto vindo num insight, e do coração, eu o enviei sem título algum. Perdi tudo.. Mas não contente, quero dizer algo..:
("Trindade").
falei da areia que brilha à noite, do cheiro dos vaga-lumes que impregnam nossas narinas, nos fazendo sentir parte do todo! Das pedras que aquecidas pelo sol durante o dia, se tornam mornas durante a noite... da cachoeira que sobe montanha a cima em pequeninas cascatas, nos permitindo percorrê-la em toda sua extensão, pelas pedras que lhe dão forma...
do som dos violões acústicos e de vozes melódicas que vem de todos os lados quando escurece..., da água clara, do pé na terra, na areia..
Do meu amigo Gusmão, que tanto admiro por ter construído sua casa, na praia de mais difícil acesso, e subindo um pouco a montanha.. Para se chegar a esta praia, é necessário uma caminhada a pé, atravessar um costão de rocha.. Ele carregou nas costas cada tronco, cada prego usado em sua casa, .. precisou de treze anos para deixá-la como é hoje.. O vi no início, construindo sua casa sozinho, a martelo e serrote. E assim foi até o último prego batido.. Faz seus trabalhos em escultura, vende e consegue assim ser feliz.. Toca seu violão com a alma, e leva sua vida caiçara da maneira mais bonita que já vi.
Nenhum lugar no mundo exerce em mim a magia que sinto em Trindade.
Ela mudou um pouco, não a vejo mais imaculada como há vinte anos atrás, quando não havia luz elétrica, água encanada, hospedarias, restaurantes. Onde a opção seguinte a estar acampada, eram as casas de taipa (pau-a-pique e sapê), sossegadas, frescas.. A casa que sempre escolhia, era um luxo, ..além da modesta cama de bambú, coberta com um fino e discreto colchão, eu tinha o privilégio de um fogão de barro. Sempre que cozinhava, meu minúsculo quartinho se enchia de vida e de pessoas maravilhosas.. cozinhávamos em multirão, comíamos e terminávamos cantando ao som do violão.
Ainda sinto a vibração deste lugar dentro de mim.
Sempre que volto à Trindade, quando começo a subir pela estrada montanha a dentro, meu coração dispara, minha respiração se torna ofegante, e a emoção de estar de volta, toma conta de mim.
Hoje, quando quero estar lá, procuro escolher épocas fora de estação, quando a Trindade vai estar sossegada, e quando finalmente podemos sentir o que ela tem de mais especial, ..e é quando eu encontro com a parte de mim que sempre fica lá, e é por isso que não consigo não voltar!
Lá, chego a sentir a Unidade dentro de mim.
Wilmen Keiko Weno
Enviado por Wilmen Keiko Weno em 08/03/2005
Código do texto: T6081
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Sobre a autora
Wilmen Keiko Weno
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Wilmen Keiko Weno