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VOCÊ SE SENTE SÓ?


Tantas vezes, pelos mais variados motivos, nos relacionamos com as pessoas preocupados demais em manter distância, em não permitir uma aproximação. Ignoramos e até mesmo repudiamos as tentativas de proximidade. Negligenciamos as possibilidades de troca de afeto. Nos esquivamos dos gestos de carinho. Nos protegemos com uma armadura e tantas vezes usamos uma máscara e nos apresentamos (ou mais exato, representamos) exteriormente como frios, insensíveis, inatingíveis de uma maneira tão aparentemente verdadeira, muitas vezes, até mesmo convincente para quem nos rodeia.

Mas lá no fundo (às vezes nem tão no fundo assim), sofremos profundos incômodos e insatisfações por ter que sustentar esta máscara, que esconde o nosso sorriso, por ter que carregar esta armadura, que pesa e enrijece o nosso corpo e inibe os nossos movimentos, por não poder descer do falso pedestal que insistimos em fazer de conta que estamos. Igualmente desencadeamos tristezas em quem nos rodeia.

Inibimos tantas vezes sentimentos tão lindos, para sustentarmos a aparência de inatingíveis, fortes e poderosos, que na verdade o que conseguimos é aumentar a nossa carência, nos fragilizarmos e nos isolarmos de pessoas que amamos tanto! E as distanciamos de nós! Como conseqüência, cada vez nos sentimos mais carentes, frágeis e sozinhos, necessitados de carinho e de companhia.

Diante disso, temos por hábito culpar injustamente as pessoas que nos rodeiam, com as quais convivemos. Jogamos a responsabilidade pela nossa solidão, pela nossa carência, principalmente para aquelas pessoas que estão mais próximas, das quais esperamos demonstrações de afeto, e desejamos tanto que nos façam companhia!

Mas, qual tem sido o nosso posicionamento na convivência diária com estas pessoas? Será que temos dado espaço e oportunidade para que me direcionem estas demonstrações de carinho que tanto desejamos, e que muitas vezes as pessoas querem tanto nos dar, mas ficam inibidas, por medo da máscara de aparência intocável e carrancuda que insistimos em usar.

Será que nossos braços, após permanecerem tanto tempo cruzados junto ao nosso corpo, nos protegendo do contato, ainda têm flexibilidade para se abrirem e abraçarem alguém? Para aceitarem o abraço de alguém? Será que os músculos da nossa face não estão muito enrijecidos, devido a nossa constante cara fechada, para inibir qualquer pessoa que por acaso tenha vontade de se aproximar?

Quem sabe eles estão precisando urgentemente serem exercitados um pouco, com expressões serenas e sorrisos abertos? São exercícios que valem a pena!

  Maria Aparecida Francisquini
      Psicóloga
  mafrancisquini@navinet.com.br
Francisquini
Enviado por Francisquini em 22/08/2007
Código do texto: T619501
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Francisquini
Lavras - Minas Gerais - Brasil, 57 anos
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