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PECCATUS

Peste de orgulho! Sempre tentando subverter a ordem das coisas! Pode por acaso o regato inverter seu curso e voltar à fonte? Pode o sol tomar de volta a sua luz? Escute e aprenda, não há mesmo nada de novo sob o sol. Orgulho, esquece que todos somos iguais, benefícios que consegues são apenas dádivas divinas que devem ser espalhadas, não são para te tornar melhor que seus semelhantes, mas, para que tenha possibilidade de servir e ajudar. Poderes maiores te conduzem e estão acima da tua soberba em patamares que nunca vais atingir... Poderes em situação invejável?

Invejável? Orgulho idiota, agora então te lembra da tua irmã, a Inveja... Poderes maiores te levam a ela, pela tua ânsia em se manter acima de tudo e de todos. Não te contentas com o que te foi dado, queres sempre mais, pensas que és o único, desejas o que não te pertence. A Inveja te incita mas, bem sabes que nem tudo pode ser teu.Estás caminhando para tua derrota, não podes ter tudo, não admite que outros possam ter mais que ti, com isto despertas agora da escuridão o teu irmão e fruto da Inveja, o Ódio!

Ódio! De onde vens? Vem da soberba incontida, da necessidade impensada de ter mais e mais, vem da constatação do fato que não pode ter tudo e que outros podem , fruto podre da Inveja e do descontrole, sentimento primitivo que gera a maldade em seu grau mais prejudicial. Ódio que é pai da desonra, da hostilidade, da agressividade exagerada.
Mas, infelizmente para ti , não encontrarás eco destilando teu veneno destrutivo, então, maldito Ódio, chamarás das profundezas mais um aliado teu, a Avareza.

Avareza! Ensinaste o Orgulho, que ensinou a Inveja, que repassou ao Ódio a tua nova forma de manter vivos teus sórdidos sentimentos. Avareza, tu não medes esforço para satisfazer teus irmãos! Encontras então formas ilícitas de conseguir o que queres, através da mentira, da falsidade, do engano, da exploração de mais fracos, de necessitados, tudo pela ambição de ter mais e mais, apegastes exageradamente no que já possuis, pelo medo de perder, de se sentir inferiorizado, só ter, sem qualidade na tua vida, porque és mesquinha, encontraste isolamento, todos afinal te deixaram a sós com teus irmãos ruins.

Ah! Infeliz, mais uma vez procuras então por compensações para tuas seguidas frustrações, desejos incontidos te dominam. Ter! Ter! Ter! E esquece de ser... Percebe que para ter mais tem de alguma forma transformar o que já possui, gastar para obter, isto é o fim, mas se é assim que poderá mostrar superioridade então que se faça, gaste infeliz! Não te satisfarás, sempre alguém será melhor que ti, tua sede de poder, teu complexo de superioridade despertaram em ti a incontrolável “Gula” pelo poder e esta gula te conduzirá a profundos abismos e revelarão tua impotência diante da grandeza da Criação. Enlouqueces...

Olhe à tua volta: Veja os grandes que sequer te olham, porque não te recolhes ao que na verdade é, um ser insignificante viajante do mal, carrega em ti a soberba, a inveja, o ódio, a avareza, a gula incontida, mas continuas em busca da superioridade, de ser o melhor entre os melhores, observas como se comportam e tenta imitá-los para então superá-los. A riqueza alheia te enlouquece... Seja igual, poderás eliminar esta tua insuficiência este mal maior entre os males que te são inerentes, alie-se a ele para depois eliminá-lo, como o Cavalo de Tróia, o ápice da tua procura, o domínio da Caixa de Pandora, o luxo, a luxúria!  Mas mesmo assim não terás satisfação, ainda serás inferior entre inferiores, tuas forças te deixam, a derrota se aproxima, a impotência te domina, desistes então, te desanimas, e o último de teus irmãos aparece, o cavaleiro maior do teu apocalipse: A preguiça!

A ausência da moralidade no teu percurso e a cegueira para o correto proceder te destruíram e não te apercebestes disto. O desafio de ser o melhor entre os melhores tirou toda a tua força e te lançou ao pior espaço que te coube. Tornaste lentas as tuas ações, negligente em teu proceder, desleixado pelo desânimo perdedor, descuidado nas tuas posses, e esta maldita preguiça fechou o circulo da tua sina, a de ser lançado no Geena, no lixo da escória da tua raça...

O livre arbítrio é ferramenta potente que o Criador permitiu ao homem. Se bem usada permite que se desenvolva todas as virtudes, se mal usada desperta todos os defeitos.
Ao homem cabe a necessidade de ser forte em sua prudência, justo nas suas atitudes, moderado na sua conduta, caridoso com necessitados, temente á Deus e o resto virá por acréscimo.
“ Olhai os lírios do campo”...

Sugestão de leitura: Lucas 12, 22-34
 

Paulo de Tarso
Enviado por Paulo de Tarso em 15/09/2007
Reeditado em 15/03/2008
Código do texto: T653293
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Sobre o autor
Paulo de Tarso
São Paulo - São Paulo - Brasil, 61 anos
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Paulo de Tarso