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Por que a família é importante?

Após o encerramento do Congresso nacional do Encontro de Casais com Cristo (ECC) realizado em Natal entre os dias 17 e 19 deste mês, uma pergunta inquietou este pensador. De tal “perturbação” adveio a pergunta supracitada. Buscando respostas para tal interrogação, avaliei as diversas vidas existentes hoje no mundo, tentando entender o que justificaria a defesa do modelo de “família tradicional” nos dias atuais, os quais estão cada vez mais desprovidos de valores éticos e morais, aliás, hoje em dia se desconhece até se esses “valores” são realmente necessários para viver e ser feliz. É difícil entender onde o mundo, a sociedade hoje dita civilizada vai parar, haja vista o grande inimigo da família está cada vez mais ocupando espaço: o divórcio. Atingindo o âmago da questão, tudo está ligado à perda de fé, de esperança e de amor.
Imaginemos um mundo o qual os seres humanos, ainda inteligentes e racionais, cuidassem de sua prole como os animais, ainda – “também” – irracionais. Diante de tantas espécies de animais, vamos escolher uma que mais se aproxima de características humanas, o nosso primo: macaco. Utilizando tão somente o conhecimento comum a pobres mortais não especializados em biologia, podemos observar que as mulheres desse mundo carregariam o seu filhote para todos os lugares, amamentaria todos os momentos em que necessitasse e ora segurando próximo à barriga, ora se pendurando atrás, em suas costas, estaria sempre com ele. Até atingir certa autonomia no agir, só beberá leite materno e não é por menos, sentirá muitas vezes ao dia o calor de sua mãe, o carinho e a segurança de seu pai; ainda fará cafuné em sua mãe e, se for o caso, tirará os piolhos e carrapatos dos pelos de sua amada.
O filhote do homem seria muito “amado”: caso não quisesse se separar de sua família, sempre ficaria próximo aos seus pais, teria também sua família e viveria feliz para sempre, sem qualquer problema de incompatibilidade temperamental. Ele seguiria o caminho do pai, ajudaria na casa com o alimento de cada dia, ficaria com o filho quando a mãe precisasse ir a qualquer lugar, brincariam juntos virando cambalhotas em qualquer ambiente por eles agradável. O filhote não teria qualquer motivo para ser diferente de seu pai ou de sua mãe, seguiria suas pegadas e da mesma forma que foi criado, criaria os seus. Porque tudo seguiu o ritmo normal da sua biologia, nenhuma interferência exterior incentivara a uma decisão diferente do que poderíamos chamar de: lei moral.
Pena que esta realidade é fictícia e o homem racional, doutor e senhor de si mesmo, com respeito a muitos aspectos de sua vida, não consegue mais ser melhor que um chipanzé – se tratando da família. Paremos na imaginação e observemos o que parece ser comum em nossa sociedade: jovens se casando como se fosse uma “experiência” conjugal; antes disso ainda, meninas, adolescentes engravidas de homens que sabe lá quem ele é ou de onde veio. Quando se sabe, muito difícil quererem casar, e quando casam, logo a separação acontece no seio familiar... de uma família a qual não fora realmente constituída, abençoada e servida pelas peculiaridades que a definem: amor, carinho, atenção, cuidado, respeito, limites, etc. O fruto da ausência de tais aspectos familiares, só pode ser o que hoje vemos com muita facilidade na rua, nas prisões e no mundo do crime.
Hoje cada vez mais encontramos jovens-mães-solteiras ou divorciadas. Notamos as mães deixando os seus filhos com terceiros, babás e olhe lá se tiver avó para cuidar de vez em quando! Cada vez mais encontramos pais que não sabem sequer o nome do filho, pais que não sustentam a sua família a qual nunca desejou de fato; pais, filhos de pais separados, que foram criados só pela mãe ou avó e por isso não sabem ser “pai” e terminam copiando o pai que nunca tiveram. Sem referência viram qualquer pessoa sem responsabilidade alguma para com a prole.
Diante de tudo isso a família é ainda importante? A Igreja Católica diz que sim e muito! A Igreja Católica e Apostólica defende a família até as últimas conseqüências, pois sabe que sem ela é impossível uma sociedade justa, ética e rica em valores virtuosos. Como diz o tema do Congresso do ECC: “A família edifica a Igreja pela formação da pessoa e pela transmissão da fé”. Em outras palavras, é a família quem garante o nosso bom uso da razão e a continuidade da civilização. Sem ela, podemos voltar ao tempo dos homens das cavernas, rudes, ignorantes e sem a faculdade de amar.
A família é a instituição mais importante da história humana. Deus se realiza plenamente nela, dotando-a inclusive de atributos identificáveis a sua própria constituição Trinitária. O Deus Pai-Filho-Espírito Santo, está na família pai-mãe-filho indiscutivelmente. Realidade como essa não muda, não se separa, não tem como haver alternativa diferente. No amor entre filho e filha de Deus, o fruto deste grande amor garante um desenvolvimento feliz e saudável da existência humana.
O ECC é um dentre tantos movimentos e ações da Igreja que acentua a importância da família, atuando de maneira que haja sempre um crescimento de amor, respeito e fidelidade entre aqueles que desejam realmente viver na bênção de Deus sua história conjugal. No conjunto de apelos que a Igreja realiza no mundo inteiro, a Exortação Apostólica do Papa João Paulo II, “Familiaris Consortio”, é o mais integro documento sobre a família embasada na Bíblia a qual todas as famílias de todos os continentes tem acesso. Lendo-a, só podemos responder positivamente ao título deste artigo.
Hugo Galvão
Enviado por Hugo Galvão em 28/09/2007
Código do texto: T672866
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Sobre o autor
Hugo Galvão
Natal - Rio Grande do Norte - Brasil, 39 anos
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