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O resgate do amor "sublime"

             Muitas vezes ao darmos atenção para algumas pessoas confundimos um pouco a opinião de outras pessoas, despertando assim ciúmes, desconfiança, e até comentários maldosos.
Mas na verdade ao fazermos o que poucos fazem podemos passarmos, como um passe de mágica, de um simples interlocutor, ao papel de vilão de histórias que as pessoas inventam por inveja. Se Jesus o “Cristo” incentivou as pessoas a trocarem amor entre si e até mesmo que as pessoas deveriam amar a seus inimigos, por que dar atenção e dizer que ama um outro ser humano, que precisa ouvir isso é capaz de causar tamanha confusão e trazer tantos transtornos a quem tenta praticar esse amor.


Com certeza essa é uma pergunta que merece maior atenção do que as perguntas mais freqüentes em nossa vida. Poderíamos começar comentando que o ser humano talvez seja egoísta por natureza. O Egoísmo por sua vez nos remete ao ciúmes, que é um sentimento capaz de nos levar a cometermos atos injustificáveis. Esse mesmo egoísmo é o principal causador justamente dessa carência afetiva que assola uma grande parte dos seres humanos. Pessoas fazem planos e traçam estratégias para a vida e para suas carreiras. Para atingirem seus objetivos acabam desconsiderando os sentimentos de outras pessoas, talvez amigos e familiares. Cada pessoa que tem seus sentimentos desprezados é um potencial carente, e então irá procurar atenção de quem esteja disposto a ouvi-lo e talvez ajudá-lo.
O egoísmo poder ser instintivo, ou seja,  pode ser um mecanismo de auto defesa, luta pela sobrevivência, afinal vivemos em um mundo que se diz competitivo. Quando somos atingidos reagimos e então por instinto passamos a agredir para nos defendermos. É assim também que reagimos quando alguém se coloca entre nós e nossos objetivos, sentimo-nos ameaçados e passamos a reagir. Nessa reação deixamos de considerarmos alguns valores morais, culturais e éticos.  Esquecemos por exemplo dos laços consangüíneos, das amizades que conquistamos através da confiança e da dedicação. Esquecemos também do respeito mutuo que deve existir entre dois seres humanos. Esquecemos do respeito aos nossos colegas de profissão e aos profissionais de outras profissões. Ferimos os laços consangüineos quando algum familiar requer a nossa atenção, mas isso demandaria tempo maior do que nossos planos permitem, então nesse momento entra em ação o nosso instinto defensivo e passamos a nos defender deixando de darmos atenção e as vezes inventamos desculpas para não ouvi-los. Ferimos os laços de amizade, pois  quando conquistamos um amigo prometemos dar-lhe atenção sempre que precisar, mas na verdade quando ele mais precisa colocamos em primeiro lugar nossos objetivos. Pelo simples fato de ser o outro um ser humano deveríamos respeitá-lo, ouvir sua opinião e aceitar os seus motivos. Quando tratamos com profissionais nossos colegas, deveríamos respeitá-los como profissionais que também estão qualificados para exercerem sua profissão, tanto quanto nós. Sem esquecermos que eles também tem seus objetivos, estratégias e propósitos. Ferimos a ética quando ocupamos um cargo para o qual não estamos  preparados, ou seja, cargo que deveria ser de um profissional de um ramo diferente do nosso.
Tudo isso gera desamor e esse por sua vez gera carências. Pessoas carentes querem atenção, ouvir de alguém aquilo que normalmente não ouvem. Coisa simples tais como “eu amo você”, “ você é importante para mim”, “Eu te admiro”, “eu jamais vou te esquecer”, “eu sinto saudades de você”, “eu estou junto com você nessa”, “eu quero te ver feliz”... Tudo isso são declarações que o mundo competitivo quer banir da nossa convivência. Decisões frias e calculistas, que na maioria das vezes não permitem reajustes, são inflexíveis. As pessoas competitivas, em sua maioria não sabem o valor de passar um dia brincando com uma criança seja ela um filho seu ou de outrem. Sim brincar assim descompromissado, só pelo prazer de ver o sorriso estampado no rosto daquele pequeno ser humano. Pois esse pequeno ato nos ensina uma lição muito grande, trata-se do ato de dar e receber atenção, dar e receber carinho, sendo e fazendo alguém feliz.  Atos como esse são pequenos,  quando se pensa no seu custo, mas grandioso quando se pensa no resultado que pode trazer,  tanto para a nossa vida quanto para a vida desse pequeno ser humano, que no futuro saberá como fazer alguém feliz e com certeza será muito feliz.

Portanto precisamos retomar alguns valores culturais, resgatando alguns hábitos que podem trazer resultados muito importantes para diminuir o nível de carência dos seres humanos. Caso deixemos de atentar para esses pequenos grandes detalhes da vida o ser humano, num espaço muito curto de tempo estará fadado a extinção, vítimas que seremos do desamor e da individualidade. Nada nessa vida pode ser mais urgente que a realização das pessoas como seres humanos.  Pessoas satisfeitas em suas necessidades até produzem mais, será que precisamos realmente estarmos o tempo todo sob vigilância de alguém? Reflita sobre seus atos e atitudes e procure ser mais feliz.
Paulo Moura
Enviado por Paulo Moura em 02/10/2007
Código do texto: T677607

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Sobre o autor
Paulo Moura
Canguçu - Rio Grande do Sul - Brasil, 55 anos
26 textos (2561 leituras)
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Paulo Moura