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As oportunidades da arte de viver


 
Nada mais oportuno que o titulo deste artigo. Pois, hoje vamos falar um pouco sobre a arte de viver; vamos trocar idéias, sobre as muitas oportunidades que temos de nos fazermos melhores e bizarramente deixamo-las escapar. Oportunidades, que talvez jamais voltarão.
 
Quantas vezes nos equivocamos com os diversos desafios de nossas vidas, e com o que julgamos ser a tão sonhada felicidade; e ninguém que esteja em sã consciência, ousaria dizer que não ambiciona ser feliz. Na verdade, o que a grande maioria de nós, criaturas humanas, ainda não conseguiu entender, é que viver não é um problema e sim um desafio, e o maior de todos os desafios consiste em nos conhecermos intimamente, consiste no auto-conhecimento e na auto-realização. E cabe, a cada um de nós, os seres inteligentes da criação, descobrirmos qual o motivo real e fundamental de nossa própria existência.
 
Durante essa aventura que é a nossa descoberta intima, buscamos estabelecer alguns parâmetros que de alguma forma julgamos, serem os ideais no auxilio dessa nossa jornada em busca da felicidade. Passamos então, a viver e a usar as oportunidades que temos. Vez por outra lamentamos algumas oportunidades perdidas, como a de um bom emprego ou ainda aquela de ficarmos a sós com a pessoa amada. Criticamos as diferentes oportunidades entre os ricos e os pobres, entre os brancos e os negros.
 
Contudo, ao meu ver, não são esses tipos de oportunidades que devemos lamentar a perda, mas sim aquelas que nós fariam melhores e não soubemos aproveitar. Quantas vezes nos deixamos entrar em rancores profundos, que só nos fazem sofrer, apenas por sermos orgulhosos; e assim, chegamos ao absurdo de discutirmos até por causa de coisas simples, como por exemplo, uma mistura que não gostamos. Quantas vezes deixamos passar a oportunidade de pedir ou de oferecer o perdão e apenas quando nos deparamos com o leito da convalescença, atendemos a tal virtude e ainda assim na maioria das vezes não conseguimo-nos, nos fazer mais leve, pois, o arrependimento é tardio e a morte já se encarregou pela outra parte envolvida.
 
Quantas vezes perdemos a oportunidade de nos divertir com coisas simples; do banho de mangueira nos jardins de nossas casas, ou do sorvete fora do horário; deixamos nossos filhos para depois, mas atendemos prontamente ao chamado da TV; trocamos a oportunidade do primeiro sorriso, para nos encontrarmos em seguida com as lagrimas do adeus.
 
Quando, ao invés de nos importarmos menos com as coisas, usamos o nosso “melindre”, perdemos a oportunidade de estancar a mágoa.
 
Todas as regras para o nosso viver, são feitas pelas oportunidades. Devemos realmente aprender a sermos mais sábios, assimilando a cada instante um novo por que, não deixando as boas oportunidades passar em vão. Devemos compreender que a verdadeira felicidade não consiste em “ter ou não ter”, mas sim consiste em fazer o bem, tendo uma vida correta, consiste em paz no coração e em consciência tranqüila. A arte de viver, esta ligada à arte de servir.
 
Sabemos que a felicidade tem um significado diferente para cada um de nós, assim variam-se os conceitos de acordo com o nosso nível moral e intelectual. Contudo vale salientar que a verdadeira formula para se obter a felicidade é o trabalho persistente para nossa melhoria intima. Em outras palavras, somos nós mesmos, os regentes de nossos destinos e ninguém jamais poderá nos fazer felizes ou infelizes, pois somos os verdadeiros herdeiros de nossas ações e não devemos jamais, elegermos um culpado pela nossa insatisfação.
 
Amigo leitor, mantenha-se atento às oportunidades diárias, aos detalhes que realmente nos engrandecem como homens. Edifique suas obras com a essência construtiva. Pois o fracasso ou o sucesso serão os frutos de suas atitudes.
 
Reginaldo Cordoa, é Administrador de Empresas e apaixonado pela vida.
Matão – SP cordinha.ma@ig.com.br
 
03/10/2007
 
 

Reginaldo Cordoa
Enviado por Reginaldo Cordoa em 05/10/2007
Código do texto: T682026
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Sobre o autor
Reginaldo Cordoa
Matão - São Paulo - Brasil, 46 anos
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Reginaldo Cordoa