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CABOCLOS

Muito se fala a respeito de que tipo de espíritos poderiam ser os Caboclos, Pretos-Velhos, etc... Seriam mesmo índios? Ou em relação aos Pretos-Velhos, seriam somente negros ou escravos?

O trabalho de caridade espiritual é muito grande e não caberia somente a esta ou aquela qualidade de espíritos praticá-la. Se nas falanges de Caboclos ou em outra qualquer, não se manifestarem somente espíritos daquela classe, isso não muda em nada sua força. E qualquer espírito que se aproxime ou que lhe seja determinado trabalhar naquela determinada linha vibracional, às características da falange ele deverá se moldar. Isso se aplica a qualquer qualidade de espírito. Até mesmo aqueles que em suas vidas pretéritas tenham convivido em camadas sociais diversas, podem, depois de desencarnados, trabalhar em qualquer falange, mas para isso moldam-se a ela utilizando-se da roupagem característica dela.

Já imaginaram um Caboclo manifestado de paletó e gravata, dando consultas com um laptop?
A evolução de cada Entidade se dá mais pelo trabalho que pratica, pelo bem que alcança e dirige a quem necessita, do que pela maneira como se manifesta, fala ou se veste. Assim sendo, é muito mais importante nos aproximarmos da figura que a Entidade nos proporciona do que ficarmos procurando uma maneira de investigar e determinar o que não nos é devido.

Os Caboclos são entidades fortes, viris. Alguns têm uma dificuldade muito grande de se expressar em nossa língua, sendo normalmente auxiliados pelos cambonos (auxiliares nos atendimentos).

São sérios, mas gostam de festas e fartura. Alguns dançam muito e gostam de cantar também. Bebem vinho, água de coco ou macaia, que é uma mistura de ervas. Fumam normalmente charutos ou cigarrilhas, mas alguns Boiadeiros fumam o palheiro, que é um cigarro feito de palha de milho com fumo de corda ou rolo, ou até mesmo cigarros normais.

Os Caboclos são exímios na arte de curar e na limpeza espiritual. São profundos conhecedores das ervas medicinais e de suas propriedades espirituais, assim como terapêuticas também para o tratamento de muitos males. São grandes passistas (dão passes) e os resultados de seus trabalhos aparecem muito rapidamente.

Nas matas, cachoeiras, rios, praias, montanhas, sempre haverá a presença de um Caboclo, assim como entre as plantas e animais: Mata Virgem, Sete Cachoeiras, Sete Montanhas, Caboclo Arruda, Caboclo Guiné, Cobra Coral, etc. Os ligados diretamente aos Orixás: Caboclo Pena Verde (Oxoce), Caboclo da Pedra (Xangô); os ligados às forças da natureza: Caboclo Ventania, Cabocla Raio de Luz, etc. Os ligados às atividades na floresta, como: Caboclo Flecheiro, Caboclo Caçador, etc. Os ligados às cores: Caboclo Roxo; às tribos: Caboclo Tupi, Peri, etc... Em suma, haverá sempre um Caboclo ligado a qualquer área da natureza para nos proteger e auxiliar.

Um capítulo a parte são os Boiadeiros, que são Caboclos também (diferentemente do que alguns Terreiros cultivam). São grandes trabalhadores e nos defendem das influências negativas com muita garra e força espiritual. Possuem enorme poder espiritual e grande autoridade sobre os espíritos menos evoluídos, sendo tais espíritos subjugados por eles com muita facilidade. Alguns tomam cachaça com mel, vinho com mel, água com mel, usam chapéus de couro, rebenques ou laços e até mesmo berrantes. É tal qual se poderia presenciar no homem rude do campo.

Os Caboclos Boiadeiros são firmes mas sabem ser dóceis também, como qualquer outra Entidade. Podem assustar pelos seus brados e trancos, característicos desta Falange.

Encontramos Boiadeiros que são o Guia-Chefe dos seus filhos e com isso entendemos que são Entidades igualmente evoluídas, tal qual os demais Caboclos e Pretos-Velhos, respeitando suas individualidades e personalidades enquanto Seres do Astral.

Algumas casas adotam determinadas doutrinas que lhes tolhem um pouco as características. Não lhes permitem fumar ou beber e se mesmo assim, humildemente, aceitam as condições da casa é porque é maior o desejo da caridade do que mostrarem-se como realmente são. Isso não diminui nem seus trabalhos nem a capacidade da casa, muito menos deprecia tal doutrina. No entanto, é muito importante que os respeitemos da maneira que se apresentem, sem que queiramos por nossas variações sociais, determinar suas procedências ou negar suas qualidades.

Salve os Caboclos! Okê Caboclo!

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Ulisses Júnior
Enviado por Ulisses Júnior em 31/10/2007
Reeditado em 22/07/2011
Código do texto: T717780
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Ulisses Júnior
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 39 anos
83 textos (120982 leituras)
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Ulisses Júnior