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E o sagrado, onde é que fica? (Umbanda)

            Se não acreditarmos mais no banho de descarrego (banho de limpeza espiritual); se não acreditarmos mais no nosso anjo da guarda (faixa vibratória); se não acreditarmos mais no patuá que o vovô preparou e rezou para nos proteger; se não acreditarmos mais no banho de ervas que o Caboclo manda tomar e na vela que o Exú pediu para acender...

            Se não acreditarmos mais na oferenda para um Orixá (na minha concepção um ímã magnético, atraindo a vibração daquela força, pois dificilmente chamo de arriada, de oferenda e sim de prato); se não acreditarmos mais que a imagem que temos em casa ou que vemos em nosso Terreiro não são santas, são apenas meras representações de gesso...

            Nossa Umbanda não pode deixar que o sagrado, aquele mesmo sagrado dos nossos avós e antepassados mais próximos, se perca. Não pode extrair conceitos baseados no tecnicismo do mundo moderno, sem contudo dar espaço a evolução, a novas formas de enxergar e conceber as coisas.

            Precisamos sim, sem dúvida, mesclar o antigo com o novo, mas não julgar que as coisas ficaram pra trás, ultrapassadas. Devemos ultrapassar a ignorância e a vaidade. Estas sim é que por vezes nos impedem de assumir nossa condição daquele que pede, daquele que crê. Porque só a FÉ é que nos faz caminhar. Nós necessitamos disso. Necessitamos dela, a tão magnífica força que se chama fé. Talvez um dos poucos dons que naturalmente temos.

            Precisamos trabalhá-la, buscá-la dia após dia, na tentativa de não nos perdermos, de não nos afastarmos da crença, pois perigamos assim de nos afastarmos de Deus.

            E o sagrado, onde é que fica?

            Se não acreditarmos mais que Ogum nos ajuda a vencer demanda, acendendo uma vela ou colocando uma cerveja para ele... que Xangô nos defende e com o seu machado faz a justiça que tanto clamamos... que as Entidades nos protegem e zelam por nós, sem contudo interferirem em nosso livre arbítrio de caminhar sozinhos...
     
            Aliando os conhecimentos (Entidade + médium), vai-se mais longe.

            Se as Entidades trabalham, tendo como elemento primordial, a fé e a crença, como podemos nós, banalizarmos a magia de um Terreiro de Umbanda, tentando transformá-la em uma matemática onde 1+1=2?  Na Espiritualidade não é assim.

            Cuidado, umbandistas, pois somos formadores, propagadores e facilitadores de FÉS, não destruidores. Não queiram modificar ou tirar da Umbanda o que nem as Entidades mexem, pois é sagrado. Se não para nós, para os outros o é.

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Ulisses Júnior
Enviado por Ulisses Júnior em 01/11/2007
Reeditado em 09/02/2010
Código do texto: T719064
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Ulisses Júnior
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 39 anos
83 textos (122438 leituras)
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Ulisses Júnior