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A Razão do Medo A Gestão do Autoconhecimento

Artigo

A Razão do Medo
A Gestão do Autoconhecimento

Por: Helena Ribeiro - pautado em 09/05

O medo é uma emoção que sinaliza ao homem a existência de um perigo, de uma ameaça (real ou imaginária), positiva ou negativa.  A necessidade do homem em sentir-se protegido e seguro é natural. Porém, o medo ou a fobia muitas vezes tem o poder de paralisar e impedir o crescimento pessoal ou profissional, que através deste, o indivíduo pode esconder-se de si mesmo, das relações com o próximo, de sonhar, inovar, arriscar, crescer, entre outros. O medo se apresenta em várias situações. Algumas pessoas têm medo de andar de avião, ficar sozinho, falar em público, do futuro, de sonhar, etc. E existem alguns medos que são classificados como fobias, como por exemplo: claustrofobia (medo de lugares fechados), acrofobia (medo das alturas), agorafobia (medo de lugares públicos, situações sociais), entre outros.  Para facilitar, poderemos classificar o medo em formas e níveis diferentes: natural, traumático ou fóbico.

Medo natural: O medo natural tem como objeto principal um perigo (fato ou situação) que realmente atinge seu bem estar e provoca males. Muitas vezes é possível vencer o medo natural através da fé e da coragem ou confiando no gesto de apoio do outro. O medo natural pode ter a função de sinalizar ao homem sobre um perigo ou ameaça eminentes e assim contribuir para proteção deste. Com isso, procura abrigo e proteção.

Medo traumático: Este é o forte medo desencadeado por situações traumáticas, que marcaram a vida ou imaginado pela pessoa dessa forma. Esse medo também pode se apresentar como uma ausência de coragem e forte dificuldade em lidar com as perdas que já sofreu, pensa-se que irá reviver as mesmas situações. Há casos em que se manifesta através de um forte desânimo ou depressão, trazendo barreiras ou impedimentos ao crescimento pessoal e profissional. Há profissionais que por medo, escondem seus talentos, limitando seus potenciais e crescimento, ou seja, não acreditam em suas potencialidades e assim, vivem frustrados e não investem no aprimoramento de suas habilidades e competências.  Na verdade, alguns nem acreditam que as têm.

Fobia: A fobia pode ser considerada como uma grave angústia que apresenta sensação de ansiedade; imobiliza e restringe o indivíduo. O fóbico vivencia verdadeiro tormento e pânico diante do objeto temido ou situação, que nem sempre apresenta um perigo real. A fobia é um tipo de medo excessivo e irracional de algo específico, provocando ação de evitar a qualquer custo este encontro desconfortável.
Pode apresentar os seguintes sintomas fisiológicos: aceleração cardíaca e de respiração, sudorese, secura na boca, tensão muscular e tremores. Quando o indivíduo está diante de uma situação ou circunstância por ele temida, ocorre um desequilíbrio de substâncias (serotonina e dopamina) no cérebro. Esta pode ser uma reação normal que possibilita ao indivíduo enfrentar, defender-se ou fugir, preservando assim seu equilíbrio e/ou integridade física. No entanto, no caso da fobia, a situação normalmente não representa um perigo real.  Pelo menos na proporção imaginada.
Estas sensações de ansiedades, as conhecidas e controladas, são comuns para muitos profissionais que interagem diretamente com um público, tais como: atores, palestrantes, consultores, mestre de cerimônias, ou seja, um profissional ante uma platéia sente estes sintomas fisiológicos, em maior ou menor grau de intensidade, que pode se manifestar de 1 a 5 minutos no início de sua apresentação, tempo este em que o orador experiente supera e controla estas reações. Graças a Deus temos estas sensações, que compreendidas e controladas, fazem parte do sucesso de grandes oradores. Haja vista, que uma boa comunicação, também é carregada de fortes emoções.
Superação: Há possibilidades de vários tratamentos àqueles que vivenciam questões relacionadas ao medo, inclusive nos modelos bíblicos existem várias referências, as do bem estar, aos pontos negativos para reflexão, como no caso de Adão, onde aprendemos a recuar, a nos esconder, a temer os castigos, a desconfiar de Deus, a não acreditar no próximo, a agredir e a trair. Mas também com Jesus, aprendemos a respeito do AMOR, da fé, da coragem, do perdão...  Se temos a figura de Adão como perdido, confuso, culpado e atemorizado, também temos a figura de Cristo que enfrentou situações terríveis: afrontas, traição, julgamentos, rejeição, desprezo, solidão, dores e a morte.
É preciso ter atitudes de coragem para mudar de comportamento e enfrentar o novo, se arriscar, mesmo sabendo que as dificuldades, perdas e frustrações possam surgir. Afinal, Cristo foi único, nós Humanos, a partir do medo, podemos evitar desfechos tão extremos.

É importante aprendermos a lidar com todos os tipos de medo. O medo natural é utilizado como um mecanismo para nos defendermos, e muitas vezes é necessário para nossa proteção. O medo traumático ou fóbico pode ser um sinal de que algo não está bem, ou seja, é a existência de um conflito interno que precisa ser analisado e tratado.  Para os casos mais graves, o processo terapêutico pode ser uma alternativa de solução, possibilitando assim a superação deste obstáculo.

Para todos os casos e em especial o de Fobia, uma boa alternativa é à busca do autoconhecimento, como, por exemplo, interar-se de como é formada a nossa personalidade. Como posso lidar com minhas emoções?  Como rever e equilibrar meus conceitos de vida, entre eles, os: Ensinados, Pensados e Sentidos, que fazem parte da formação da nossa personalidade e usamos no dia a dia?  Uma das técnicas simples é o conhecimento e uso da Análise Transacional (AT).
Eric Berne foi o criador da AT, segundo ele nossa personalidade é formada por três estados de ego: Pai, Adulto e Criança; todos eles atuando em circuitos positivos e negativos, em maior ou menor grau..., sendo que o estado de ego Criança, age naturalmente sem adaptações e sem máscaras, é a criança que existe dentro de nós e que mesmo adulto, não morreu. Ela é impulsiva, cativante, espontânea, que sente medo, raiva, ri, chora, ama, odeia e que muitas vezes está adormecida dentro de nós.

A compreensão dos estados de ego, a liberação da criança livre, interagindo com o adulto e o pai, é uma excelente opção para a superação das fobias e medos.

Em vários programas de treinamento utilizo forma estratégica os conceitos de Análise Transacional que, somado as competências chaves do programa, auxiliam o desenvolvimento dos profissionais na era dos “autos”, autoconhecimento, auto-estima, automotivação, autoconfiança, auto-realização, entre outros, que também tem como objetivo a superação dos “medos” individuais e de equipe.

Fecho este artigo com uma mensagem de reflexão do livro: Você é o Melhor de Deus – Um clássico sobre o valor humano de T.L.Osborn.
“O primeiro passo é reconhecer o seu valor. Quando você faz assim, você faz as sementes da grandeza germinarem em você. Aquelas sementes crescerão. Serão como um milagre operando em você”.
Você começa a pensar, sentir e falar como alguém de valor, de dignidade. O valor que você dá a si mesmo impõe respeito.
Os outros o tratam como você se trata. Eles o vêem como você se vê.
Você merece a confiança dos outros quando pratica o confiar em si mesmo.
Você carimba seu próprio valor na sua vida mediante seus próprios pensamentos, palavras e ações.
Nunca mais acalente pensamentos aviltantes acerca de si mesmo. Nunca fale nem aja como uma pessoa de segunda classe.”
Helena Ribeiro
Enviado por Helena Ribeiro em 17/11/2005
Código do texto: T72766
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Sobre a autora
Helena Ribeiro
Campinas - São Paulo - Brasil, 53 anos
29 textos (1762 leituras)
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Helena Ribeiro