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          Jacarepaguá , O Lugar

Era uma noite como outra qualquer. O dia havia sido  quente, com pouco mais de 30 graus.Prometia chover, mas o que ficou foi um terrível mormaço de sufocar. Assim, já bem tarde da noite pareceu refrescar. Sem conseguir conciliar o sono, levantei, liguei a TV na tentativa de assistir algum filme, mas nada vi que me despertasse o
interesse. Ao longe, como de costume o Pitbull uivava, por ficar preso, o que detestava. Ficava sempre muito agoniada com essa cão preso, mas tinha que ser já que era muito feroz e gostava de fugir.
Lá fora, o ar estava mais fresco e saí para meu jardim, convrersei com minhas plantas,´ meu pé de manacá, já com suas flores brancas e com meu jasmim, pedi para enviar mais perfume  pelo ar.
Acima de meu muro, bem junto ao meu pé de Sol do Egito, árvore frondosa, cujas flores, os colibris gostavam de sugar, coloquei uma grande gaiola com as três portas abertas, e  dentro, coloquei alpiste, mistura, jiló, pedacinho de banana por cima dela, e banheiras dágua. 
O ritual da manhã, ao cuidar dos cães, era também  limpar a gaiola, colocar tudo novo e lá deixar para os visitantes da manhã. Surgiram vários pássaros entre tizil, coleiro, até um curió, provavelmente fugido de alguma prisão. Mas não se misturavam. Uns vinham, saíam e lá chegavam outros esvoaçando, até indo ao chão. Sem falar no sabiá que resolvia cantar bem junto a minha janela, num pé de louro, sem saber que só dormia de madrugada. Logo cedo lá chegava a cantar.
A idéia da  gaiola me surgiu, porque certo dia, ví num dia de muito calor, algumas rolhinhas pousadas no muro, juntinhas feito um lindo casal., Fui de mansinho e um pouco distante, coloquei ,mistura e água, migalha de pão e saí; mas fiquei obervando ao longe,  e lá foram eles tomar banho, comer, beber água fresquinha, dias depois eles começaram a voltar e já não fugiam assustados. Batizei o casal de Romeu e Julieta, mas logo após surgiram Abelardo e Heloísa. Com o tempo surgiram tantos, que já não deu mais para batizar e tiveram que ficar mesmo é pagãos. 
Um dos meus cães resolveu implicar com as pobrezinhas e então passei a colocar a comidinha no terreno ao lado, mas elas sumiram, perfi meu Romeu, minha Julieta, meu Abelardo e minha Heloísa...e todo o bando que sumiu..
Ao colocar a gaiola, vieram pássaros que nem pensava mais ainda ter neste lugar, mas estão sempre aqui no quintal onde têm de tudo que precisam.
Jacarepaguá ainda é um dos excelentes bairros para se morar, mas já foi um paraíso, cheio de Ipês, várias cores, e quando floridos era uma festa de para o olhar..
Mas com o progresso, com a descoberta deste bairro ainda muito saudável, prédios crescendo a cada dia, casas  maravilhosas  dando lugar e edificios gigantes, e a flora vagarosamente acabando.. 
Mesmo assim, acredito que não saberia morar em outro bairro, a não ser que fosse bem em frenta  a praia..mas fora isso, só mesmo meu Jacarepaguá, gostoso onde ainda se pode respirar um pouco de ar mais puro. E acho que ainda é o lugar que vez por outra, somos visitados por esquilos, micos que devem vir do Bosque e sempre é uma surpresa agradável, por vermos que por aqui ainda há vida de flora e fauna, que já não se acha mais em qualquer lugar.
Aqui, estamos no meio de árvores, jardins e flores, ao descermos para o centro, encontramos o transtorno da cidade alvoroçada por barulho, gente irritada, um tráfego intenso, mas já sabemos que uma hora dessas vai chegar bem aqui em nosso recanto gostoso, um paraíso particular, neste canto escondido em Jacarepaguá..
naja
Enviado por naja em 12/11/2007
Código do texto: T734592
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Sobre a autora
naja
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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