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Houve abolição?

Homens, mulheres, crianças, velhos e velhas, longe da sua terra mãe, da sua origem, da sua cultura, da sua religião, aqui chegaram trazidos à força , arrebatados com violência para ser transformados em escravos e sustentando durante aos longos de 300 anos a economia brasileira .

Lutas, resistências, abolicionismo, leis, ideias liberais, quilombos, fortaleceram as pressões pelo fim da escravidão. Leis foram aprovadas pelo Parlamento e diante de tanta pressão dos abolicionistas e do clamor popular, os politicos aprovou em 13 de maio de 1888 uma lei que simplismente dizia:” § 1º É declarada extinta, desde a data desta Lei, a escravidão no Brasil”.

Lei essa, que nada oferecia áquelas pessoas que contribuiram até aquele momento com o crescimento e o desenvolvimento do país. Não havia nenhum parágrafo que os amparassem,que fizesse reparação pela condição humilhante em que foram tratados durante tanto anos, portanto, os problemas não iam parar ali e só estavam começando: deixaram de ser escravos, se livraram da opressão e da exploração (assim pensavam), para a marginalização social.

Negros, analfabetos, sem direitos poíticos, desempregados, desprotegidos pelas leis, desprezados pela sociedade brasileira, e que durante 300 anos o exploraram, portanto, cabia a esta mesma sociedade, a tarefa de integrá-los, dando-lhes educação, prepará-los tecnicamente, dando-lhes terras e mais, para que pudessem viver dignamente. A própria Sociologia defende a importância da integração social para o crescimento do indivíduo e do país, pela sua reciprocidade, pois os atores sociais respondem as ações uns dos outros.

Entretanto, preferiram os imigrantes europeus, não só porque eram experientes em trabalho industrial, como também serviriam para “branguear” a população negra brasileira. Deram as costas para um problema tão sério, que contribuiu para a marginalização e aumentando o preconceito social, que pendura até hoje entre nós, de forma vil e violenta.

A abolição contribuiu basicamente para o fortalecimento do preconceito social e os 300 anos em que o Brasil submeteu aos negros, um trabalho desumano e humilhante, que foi a escravidão.

E sem pesrpectivas futura e sem dinheiro, sem instrução, se amontoaram em favelas , vivendo de esmolas, de biscates, na estiva, trabalhos domésticos, atividades autonômas (artesanatos) e outros da criminalidade, enfim, viveram na indigência, permanecendo (como muitos até hoje) à margem do desenvolvimento social.

De acordo com os estudos cientificos, o perfil social atualmente dos criminosos estão nas favelas e nos morros, analfabetos e prodominantemente de cor negras, eis a desigualdade social e o preconceito entre esse povo que há século vêm sofrendo cruelmente pelo simples fato de ter uma pele com maior quantidade de melanina.

Não deveria existir hierarquia racial, porém diante das estatisticas onde os dados dizem que a população miseráveis e a população carcerária é formadas basicamente por negros

Diante da situação social enfrentada pelos negros , essas questões contribuiram para que as teorias racistas declarassem que era a prova da inadequação do negro aos padrões de produtividade e competividade exigida pelo trabalho assalariado industrial, mais uma vez o negro era inferiorizado

E ainda, teoria que enfatizava que , os homens não nascem igual e comprovavam cientificamente a degeneração dos negros, liberdade é uma coisa, mais a igualdade é outra.

A ideologia racista é tão antiga e não pode-se estranhar que o preconceito no Brasil é tão forte apesar de nossas conquistas.

Não esqueceremos de Martin Luher King, de Rosa Parks, de Malcolm X, de Bob Marley, de Nelson Mandela,Zum bi dos Palmares e outras grandes personalidades que se destacaram na luta da igualdade racial.

Ainda existem os tão falados quilombos, há também os movimentos negros, movimentos de resistência para dar continuidade à luta pelos direitos deste povo que sofreram a bárbarie de um sociedade egoísta e perversa, que não respeitaram a sua diversidade e as suas diferenças.

É notório que preconceito e discriminação racial ainda existe e de forma talvez mais traçoeira, porque é silenciosa, comuflada(a mais perversa) e mais do que ninguém, o negro conhece a falácia e inconsistências da democracia racial brasileira. O preconceito contra a ele foi enraizados nos séculos da escravatura e cristalizados na herança destes séculos, silenciado pela lembrança do crime de uns e da humilhação de outros. Como vimos liberto, o negro foi entregue à própria sorte, sem se beneficiar de terras, educação e direitos cívis.

Estudos diagnosticam na sociedade brasileira, uma continuada operação de princípios racistas de seleção social. Práticas e atitudes discriminatórias ainda existem, os negros ainda têm maior dificuldade de acesso aos empregos e tendem a derrapar para veladas práticas segregadoras.

Naná
Enviado por Naná em 16/11/2007
Reeditado em 17/05/2008
Código do texto: T740003
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Sobre a autora
Naná
Salvador - Bahia - Brasil
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