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1. CIÊNCIA ESPÍRITA

No capítulo 1 de "A Gênese", Allan Kardec esclarece sobre o caráter do Espiritismo enquanto revelação: é um capítulo fundamental para os espíritas porque explicita qual o papel dos estudiosos do Espiritismo com relação à Doutrina.

Segundo Allan Kardec, o Espiritismo tem duplo caráter:
1o.) o de revelação divina;
2o.) o de revelação científica.

O caráter de revelação divina significa que a iniciativa para o advento do Espiritismo é dos Espíritos e não dos homens e das mulheres do mundo corpóreo; ou seja, quem produziu (e produz) os fatos espíritas são os Espíritos, independente da vontade humana na Terra.

O caráter de revelação científica significa que a elaboração da Doutrina Espírita, enquanto sistema de pensamento, é de responsabilidade humana e não responsabilidade dos Espíritos. E é exatamente esse caráter de revelação científica o que a maioria dos espíritas não compreende porque acham que o Espiritismo depende de médiuns e de espíritos que se comunicam através deles trazendo conhecimentos prontos e acabados (revelações) a que devem se submeter e seguir.

E é também pelo caráter de revelação científica, sob responsabilidade humana, que a finalidade do Espiritismo é cultural e não terapêutica ou assistencial: a dimensão terapêutica ou assistencial do Espiritismo pode ser considerada um meio de combate do egoísmo e do orgulho humanos, mas jamais será um fim em si mesma como acontece geralmente no Brasil.

Ainda: o caráter de revelação científica do Espiritismo não está a cargo das Academias de Ciências do mundo e dos cientistas materialistas; está a cargo dos espíritas, independente de suas titulações acadêmicas.

As ciências do mundo estudam, pesquisam e esclarecem o princípio material da Natureza; a Ciência Espírita, chamada por Allan Kardec de a "Nova Ciência" ou a "Ciência do Espírito", estuda, pesquisa e esclarece o princípio espiritual da Natureza.

Noutros termos: a Ciência Espírita tem por objeto especial o conhecimento das leis do princípio espiritual.

 

As ciências do mundo têm por objeto o conhecimento das leis do princípio material.

Tanto o princípio material quanto o princípio espiritual constituem as duas forças vivas da Natureza.

Allan Kardec fundou o Espiritismo enquanto doutrina do conhecimento esforçando-se para demonstrar a união indissolúvel daquelas duas forças vivas da Natureza, ou seja, a ação e a reação entre Espírito e Matéria.

Repetindo: as leis da matéria são objeto de estudo das chamadas Ciências Naturais ou Ciências da Natureza e as leis do espírito são objeto de estudo da Ciência do Espírito a que Allan Kardec denominou de Espiritismo.

Para o estudo do princípio espiritual na Ciência do Espírito ou Ciência Espírita, os espíritas devem seguir a Metodologia Espírita fundada por Allan Kardec para elaboração do Espiritismo: os meios de elaboração, de sistematização, de coordenação dos fatos espíritas e dos ensinos parciais dos Espíritos são criados pelos espíritas, desde já considerando que tais meios foram rigorosamente fundados por Allan Kardec, professor e pedagogo, e não por médiuns ou instituições espíritas nem por nenhum Espírito.

Para o estudo dos fatos espíritas e elaboração do Espiritismo, Allan kardec fundou a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas e a Revista Espírita (Jornal de Estudos Psicológicos).

Ressalte-se que, para Allan Kardec e para os Espíritos Codificadores, são sinônimos os termos Espiritismo, Doutrina dos Espíritos e Doutrina Espírita.

 

A função dos Centros Espíritas deveria ser a mesma função da extinta Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas.

A função dos Jornais, das Revistas e das Editoras Espíritas deveria ser a mesma função da Revista Espírita, dirigida por Allan Kardec de 1858 a 1869.

A função terapêutica e social dos Centros Espíritas e dos órgãos de difusão do Espiritismo é um meio de combate ao egoísmo e ao orgulho humanos e não um fim do Espiritismo: as obras de José Herculano Pires esclarecem insistentemente a função-meio e a função-fim do Espiritismo, diante da ignorância dos espíritas que desconhecem a Doutrina Espírita.

A função-fim do Espiritismo é cultural: dois exemplos inquestionáveis dessa função cultural do Espiritismo é a criação do Colégio Allan Kardec por Eurípedes Barsanulfo, em Sacramento - Minas Gerais, e os mais de quatrocentos livros psicografados por Chico Xavier, desde Pedro Leopoldo até Uberaba.

Carlos Fernandes
Enviado por Carlos Fernandes em 17/11/2007
Código do texto: T741118
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Carlos Fernandes
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