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Somos todos pobres mortais!

Nada mais oportuno lembrar um pouco do latim, ainda mais na época em que a Igreja Católica, em obediência ao “Santo Papa”, se verá obrigada a celebrar a missa nesta língua que nada tem a ver com a linguagem que falava Cristo. "Nostris ipsorum alis capimur, cogita te mortalem sumus" - Somos apanhados pelas nossas próprias asas, lembra-te de que somos mortais! É oportuno dizer que a frase é fulcro de uma grande experiência milenar, mas nos foi encaminhada recentemente em um texto alheio e que ela agora tomo.

Vivemos em um tempo do faz de conta, em que não nos vale ser muita coisa principalmente sendo a favor da comunidade, pois a sociedade pobre e apodrecida só raciocina a favor dele próprio, não abre mão de sua cota de felicidade a favor do menor mal aos pobres, fracos e oprimidos. As palavras do profeta revelam a missão cristã que passará a ser cumprida na terra: libertar cativos – físicos e morais -, dar vista aos cegos, justiça aos oprimidos e, sobretudo, proclamar a graça do Senhor para com seus filhos é o próprio Deus entre nós, através de pequenas ações do homem através da principal lição ensinada por Jesus; o amor!

Ao homem é dada a Lei criada por ele mesmo, Jesus, no entanto, muda a essência da aplicação da Lei que Ele não contraria a existência; “Daí a César o que é de César”, mas o daí com amor e não com ódio. Se paga os impostos da Lei com revolta, seja uma recomendação bíblica ou uma espontaneidade até as ofertas da igreja som como “esmolas”, e a nota mais velha entre as de menos valor são colocadas na cesta de coleta. Se pra com Deus assim fazem, o que na fazem ao homem?

Vive-se a pedir aos homens policiais e a Deus também, que prendam aos assassinos, ladrões, estupradores, estelionatários e contraventores, sem ao menos questioná-los a razão de terem enveredado pelo caminho do crime. Os juízes, com raras exceções, agem friamente na aplicação das leis, e a sociedade aplaude permeando-lhes a idéia de dever cumprido. Prender é o caminho, fazer ao Estado cumprir sua obrigação para que? A sociedade foi contemplada, esquecem-se, porém, que a prisão deve ser executada no sentido de regenerar o homem. Aqui também há exceções!

Ao Estado é obrigação, na Lei criada pelos homens, e que também cria o Conselho, prover de instalações adequadas, de alimentação adequada (não é luxo!), de assistência médica, dentária e psicológica e promover-lhes a re-socialização. As obrigações perante Deus são maiores! Se o Estado não faz a sua parte, faça-se pelo menos a parte que cabe a Deus, pondo nas tarefas um pouco de amor. E, a exemplo, a família ainda é a maior fonte de amor a uma pessoa.

Que se crie presídios para todos, que a Lei dos homens seja cumprida em todos os aspectos, não apenas no prender, mas no sentido de prover-se a Lei por um todo, e se faltar recursos que a Lei vá de encontro ao clandestino, faça-o ver quanto necessário é pagar o imposto. Remodele-se o Sistema Penitenciário e se cumpra a Lei, se discuta com os Conselhos, a melhor forma de se procurar não para o preso, mas para o futuro da sociedade, de se fazer cumprir uma pena re-socializando o preso.

Vamos ouvir mais as necessidades de nossa comunidade, pois só há duas maneiras de se esvaziar o cárcere; Empurrando os presos para outro, ou prevenido o crime com educação, saúde, aconselhamento, comportamento da familiar, e amor. Esta última ação nos parece a mais indicada, fora dela há a fermentação do ódio, e mais difícil, quase impossível, a regeneração de quem tenha cometido um crime. Cada caso é um caso, mas cinco não são iguais. Apenas somos todos pobres mortais!

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Entristecido por presidir um Conselho da Comunidade e não ter-lhe sido comunicado tranferências de presos, Seu Pedro chega a conclusão de que são desnecessários estes conselhos, e pede renúncia. Não que a Lei não seja correta, mas o Amor as vezes fala mais alto que Lei, e ai escreve o que se coração (operado e estenosado) pede que se seja refletido que, presos ou não, somos humanos!

Jornalista - 60 anos
Seu Pedro
Enviado por Seu Pedro em 18/11/2007
Código do texto: T741817

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Sobre o autor
Seu Pedro
Guanambi - Bahia - Brasil, 69 anos
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Seu Pedro