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ENFIM, QUE PAÍS É ESSE?

Estou estarrecido! Acredito que não haja cidadão de bem que não esteja.
O descaso com que uma menina foi tratada numa Delegacia do Pará chocou o mundo. O mais estarrecedor, no entanto, é que esta violência sem limites foi perpetrada por duas mulheres, uma Delegada e uma Juíza. Não bastasse isso, o Estado do Pará é comandado por uma mulher, a petista Ana Julia Carepa. A Delegada, que não merece estar investida no cargo, lavrou o flagrante, portanto, viu a menina, olhou-a de frente. Não tem como se escusar. A Juíza a manteve lá e a Sra. Governadora admitiu, para a imprensa de todo o país, que tinha conhecimento de casos semelhantes, vez que disse que os mesmos “ocorrem há algum tempo” em seu Estado. A população daquela cidade a tudo assistiu e nada fez. Será que perderam o juízo? Ou o medo é tanto que nada fazem a não ser sobreviver? Segundo reportagem da Folha de São Paulo, que entrevistou moradores, o medo impera e a pergunta de uma vizinha da carceragem é reveladora: “denunciar para quem”? Não fosse uma denuncia anônima, o Conselho Tutelar nada teria feito e nós nada saberíamos. Segundo Consta, um membro do Ministério Público tinha conhecimento da presença da menina e também nada fez.
Desde que me dou por gente escuto denuncias sobre as condições carcerárias em nosso país. Somos medievais e nada fazemos para deixar de sê-lo. O estarrecedor é que o que já estava péssimo, conseguiu piorar. Eu sei que existe muito por fazer, mas não podemos aceitar que os responsáveis saiam dessa impunes. E por responsáveis reputo todos, inclusive o Sr. Ministro da Justiça, a Sra. Governadora do Pará e seu Secretário da Segurança, passando pelo Delegado Geral e pelo Ministério Público.
Ao Senhor Presidente da República só posso recomendar que se desdobre, a menos que deseje que este tipo de “realização” conste de seu “curriculum”, pois que eu saiba, “nunca na história desse país” se viu igual.
Aguardo os desdobramentos e espero não perder a fé.
Ocirema Solrac
Enviado por Ocirema Solrac em 27/11/2007
Código do texto: T754596

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Sobre o autor
Ocirema Solrac
São Roque - São Paulo - Brasil
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