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DÊ-ME UMA PAUSA


Dê-me uma pausa, por favor.
“Preciso de uma pausa para descansar”.
Quem disse isso foi uma atleta de quarenta e oito anos. “Tenho exercido minha profissão com denodo e esmero. Agora vou dedicar-me ao esporte como Treinadora”.
Realmente quarenta e oito anos é muito tempo de dedicação!
Existem coisas que estão presentes em nossa vida as quais precisamos perceber e valorizar. Todos nós precisamos de uma pausa.
Poderíamos definir Pausa como um hiato temporal que acontece entre dois momentos. Isso ocorre na música, bem como em outras situações. A pausa está sempre vinculada ao fator tempo, mesmo que esteja associada a questões orgânicas ou de saúde.
Do latim pausa-ae, termo que designa uma paragem ou uma interrupção momentânea de sons, movimentos, ações ou discursos.
Na lírica, a pausa corresponde à interrupção que assinala a conclusão de um período rítmico. Pode ser ligeira e raramente longa ou total.
Nos textos dramáticos, a pausa é igualmente significativa, uma vez que está presente entre os meios utilizados para comunicar uma determinada informação. Assim, não nos podemos esquecer que, a este nível, o recurso às possibilidades que a linguagem oferece, enquanto faculdade humana pode ser total, visto tratar-se de um texto representativo. É especialmente explorada no teatro do silêncio.
Assim como na música, em nossa vida também existe pausa. Dizem que não existe música na pausa, mas a pausa é necessária para fazer música.
A melodia de nossa vida, a música de vez em quando é interrompida muitas vezes através de pausas para o nosso próprio bem estar. São paradas às vezes até forçadas, quer seja por uma enfermidade, uma provação, algum plano não digo fracassado, mas substituído por algo melhor. É como se o maestro divino interrompesse o coral da nossa vida. Essa pausa é lida por Ele como uma necessidade que cada um de nós precisa passar. Na verdade é preciso acontecer a pausa para refletirmos, aproximarmos dEle e buscarmos nEle uma solução.
Você já pensou num estresse ou depressão, ou outra enfermidade que você tenha de submeter a um rígido repouso? Isso é uma pausa. Se não a tivermos em nossa vida ou se não submetermos à restauração de nossa saúde, não teremos condições de retornarmos à nossa música, ou melhor, às nossas atividades normais.
As pausas sempre são necessárias e Deus sabe o momento adequado delas serem aplicadas. Ele segue seu plano ao escrever a música de nossa vida. Nossa responsabilidade é aprender a melodia e não desmaiar ou desistir diante de cada uma dessas pausas. Elas não devem ser desprezadas, pois há um objetivo para nosso aprimoramento para saber qual o nosso compasso, nosso ritmo. Ele é quem marca nosso compasso porquanto é o autor de nossa vida.
Precisamos observar que as pausas não são duradoras. É apenas um tempo de renovação para poder continuar. Assim como as pausas musicais servem para dar continuidade à música, assim as pausas em nossa vida servem para nos capacitar ou restaurar para prosseguir nossa jornada com mais ânimo
São vários os tipos de pausas:
Pausa para descanso, indispensável para qualquer ser humano. Se não fosse ela provavelmente não existiríamos, pois é indispensável considerando o corre-corre em que vivemos.
Pausa para refletir, isto é, para revermos nossos pensamentos e ações.
Pausa para recuperação, física ou mental.
Pausa para recondicionar sua pintura, observar e equilibrar a harmonia dos matizes que embelezam sua arte.
A pausa funciona como ativadora do poder de criação; a pausa para criar algo novo.
Criatividade um assunto que fascina a todos, objeto de muitos estudos e é aquilo que precisamos para viver melhor, para sermos mais competitivos.
Considerando a questão das mulheres que trabalham na sua grande maioria, possuem jornada tripla, porquanto trabalham fora, muitas estudam à noite e quando chegam a casa, é mãe, esposa, orientadoras nas tarefas escolares. Com muito esforço precisam achar tempo para conversar com os filhos orientando-os a respeito da vida, enfim, fazendo tudo para compensar o tempo que ficam fora, sem deixar de somar ainda algumas tarefas domésticas.
Cada vez mais as mulheres ocupam espaço no mercado de trabalho, principalmente levando em conta o êxito conquistado, sua feminilidade, intuição, junto com estas conquistas a disputa do mercado. Com isso ela também está absorvendo as doenças da vida cotidiana, tais como problemas cardíacos, pressão alta, stress, doenças que antigamente eram privilégio dos homens.
Por outro lado os homens também acabam sofrendo as mais diversas pressões em relação ao seu desempenho profissional, onde o resultado é cobrado para ambos. Eles estão assumindo outro comportamento que exigiu dele quebrar modelos tradicionais, paradigmas tais como o homem é provedor e a mulher é responsável pela administração do lar e educação dos filhos.
Vemos então que os papéis estão sendo alterados e é certo que há uma certeza de um fim totalmente incerto levando a todos a uma saturação psicológica comprometendo cada vez mais a saúde física e mental.
Assim, todos necessitam de pausa, pois é preciso reavaliar nossos valores, princípios e também das organizações. A pausa além de proporcionar um descanso físico, também alimenta a alma. Cada vez mais percebemos que um mês de descanso, ou os finais de semanas livres são insuficientes para "desligar", e pensar até mesmo em não fazer nada.
A pausa criativa poderá ser a mola propulsora para mudança de hábitos.
Olhe melhor a sua volta...
Viva a vida!
Pare!
Aceite a pausa. Você merece ser mais amado e amar mais, sonhar, sorrir, cantar e muito mais feliz !!!
Em suma, em todos os prismas da vida a pausa está presente e não existe ninguém que não precisa dela.
A personagem inicial do nosso texto decretou sua necessidade de pausa. Com certeza depois desta pausa requerida, ela se reabilitou para tantos outros anos de atividades, agora numa modalidade diferente.
Ah! Se todos, diante dos desgastes naturais, tivessem a visão da busca de uma pausa adequada. Talvez muitas enfermidades, muitos estresses poderiam ser evitados e conseqüentemente melhores produtividades seriam alcançadas.

Maria Loussa
Enviado por Maria Loussa em 02/12/2007
Reeditado em 02/12/2007
Código do texto: T762185

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Sobre a autora
Maria Loussa
Posse - Goiás - Brasil
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