A balela papal

Um indivíduo alemão chamado Herr Ratzinger, intitulado papa da igreja católica declarou recentemente que as mazelas humanas se devem ao ateísmo. Agora a corja de todos os fundamentalistas religiosos seguirá esta nova idéia engendrada por um pseudo-intelectual.

Ratzy esconde sua verdadeira intenção de reunir um exército de vacas de presépio para proveito de outra corja de manipuladores da psique humana.

Ele e Wojtyla deveriam ser levados a julgamento como omissos em defender os oitocentos mil mortos tutsis, pois se negaram a intervir no conflito genocida em Ruanda (A Igreja não pode ser responsabilizada pelos erros de seus membros que agiram contrário à lei evangélica”, alegou. Mas disse também: “Todos os membros da Igreja que pecaram durante o genocídio precisam ter a coragem de aceitar as conseqüências de seus atos.” Pelo visto, essa é a primeira vez que o papa se pronuncia em público a respeito da acusação de que sacerdotes em Ruanda participaram e promoveram ativamente a matança de umas 500.000 pessoas, e de que a hierarquia católica não fez nada para impedir isso. O comentarista do Vaticano Luigi Accattoli, escrevendo no jornal italiano Corriere della Sera, disse que a declaração do papa para os católicos não tentarem escapar da justiça “é um assunto muito delicado”, porque “entre os acusados de genocídio há também sacerdotes que se refugiaram no exterior”. A maioria das pessoas em Ruanda são católicas.).

Se isto não bastasse, o religioso Ratzy e o seu chefe Wojtyla também estão envolvidos na famoso caso do Banco Ambrosino.

Em 1976, Paulo VI sondou um eminente marchand franco-judeu, no intuito de leiloar a Pietá. As finanças desta coisa espiritual estavam falidas, conseqüência de séculos de pilhagens dos religiosos.

A história financeira da Santa Sé, que por séculos baseou-se nas contribuições e doações dos fiéis, viu-se afetada pelos contatos obscuros entre o célebre clérigo e dois banqueiros italianos: Michele Sindona, ligado à máfia siciliana, e Roberto Calvi, membro da poderosa sociedade maçônica Propaganda-2.

Marcinkus, que leva para o túmulo muitos segredos sobre as finanças do Vaticano, era conhecido como "o banqueiro de Deus", pela liberdade e autonomia de que gozou nesse setor. Trabalhou e dirigiu por quase 20 anos - de 1971 a 1989 - o Instituto de Obras para a Religião (IOR), o "Banco do Papa".

Após deixar a Santa Sé sem reserva financeira, após o pagamento em 1984 de 240 milhões de dólares aos credores do Ambrosiano, Marcinkus viveu uma espécie de exílio interno no Vaticano, após ser investigado pela polícia e Justiça italianas.

Criticado por ter feito negócios com pessoas ligadas à máfia, e que lavavam dinheiro em paraísos fiscais, Marcinkus foi defendido por poucos e protegido por João Paulo II, que sempre reclamou imunidade diplomática para seu prelado.

Estes fatos vergonhosos e históricos não são elucubrações ateístas. Estão registrados em documentos oficiais.

Alguém poderá contra-argumentar que a fé cristã não pode ser responsabilizada por atitudes de seus representantes. Por quem então? Os ateus podem até concordar, em tese, que uma ideologia independe de conduta de seus seguidores. Partindo desta premissa, concluímos que uma crença baseada em algo incorpóreo e que só desabrocha unicamente em pensamento individual, não tem estofo para garantir a solução para os diversos questionamentos coletivos das sociedades.

Por outro lado, a humanidade evolui ocasionalmente partindo de um pensamento abstrato. A bondade é uma idéia abstrata e ser originalmente bom não exige nenhum comando exterior ao próprio homem. Assim a afirmação de que a maldade está intrínseca aos ateus é pura canalhice de algoz que se faz de vítima. Ainda mais que a esmagadora população mundial é religiosa.

Encontraremos o mais selvagem dos selvagens sendo um crente em algo divino. Jamais um ateu é um não esclarecido.

Não há razão aqui em se dissecar os malefícios provindos das religiões. Esses mesmo malefícios se sobrepõem as grandes evoluções da raça humana, que na maioria dos casos, foram obras exclusivamente do poder da razão.

Todos os sábios, religiosos ou não, vêem na máxima “tudo a seu tempo” como degrau a ascensão da boa convivência humana.

A nossa atualidade não contempla mais o comportamento regulado por esses fantásticos empirismos espirituais. A ordem do ético e do equilibrado politicamente correto é a virtude que a humanidade busca depois desse purgatório religioso.

Raferty
Enviado por Raferty em 04/12/2007
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