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Nos passos do Amigo Orson

Nos passos do Amigo Orson

Claudio é casado a mais de vinte anos, tem dois filhos, um de dezoito e outro de oito anos, é um senhor que se aproxima da meia idade. Dia desses, nos encontramos em uma dessas intermináveis filas de banco e papo vai papo vem, ele contou-me, mesmo sem termos a menor intimidade, uma de suas aventuras amorosas.
Em sua confidencia, Claudio disse-me que apesar de ter uma esposa fiel e zelosa, teve uma amante por mais de um ano, que saia muito cedo de casa, ainda de madrugada, para desfrutar das caricias da outra e que o relacionamento só chegou ao seu fim, por que a filha da “outra”, pressionava-o para assumir a mãe e abandonasse definitivamente a sua verdadeira esposa e o seu lar.
Até então, não vi novidade alguma neste caso, pois em nosso cotidiano esta cheio de casos semelhantes, onde a infidelidade reina absoluta.
Não que eu seja a favor da traição, da pulada de cerca, do sexo fora do casamento, mas em nossa “sociedade”, este caso em especifico não é e não será o primeiro.
Mas o que realmente chamou-me a atenção, foi o fato de Claudio não assumi-la, dando um fim imediato ao relacionamento.
Com o prolongamento de nossa conversa, revelou-me o real motivo de sua separação. A pobre coitada não possuía nenhum bem material ou mesmo uma propriedade, enquanto sua verdadeira esposa recebera uma chácara de herança.
Como é triste essa situação!
Este senhor deve estar totalmente perdido, pois não sabe identificar alguns dos mais nobres sentimentos humanos.
Talvez palavras como amor, consideração, fidelidade e acima de tudo respeito não fazem parte do vocabulário deste individuo.
Imagine, são varias situações:
Primeiro ele definitivamente não ama sua esposa.
Se a amasse jamais ousaria procurar carinhos em outros braços.
Segundo ele também não ama a amante.
Se a amasse não se importaria com as conseqüências e à assumiria para ser e viver talvez o grande amor da sua vida.
Terceiro ele não respeita sequer os filhos, pois também seriam abandonados.
Quarto sua única preocupação é com o seu bem estar, dinheiro, dinheiro e dinheiro.
Quinto contou sua aventura a um estranho, não importando-se em difamar ou não as suas companheiras.
Esta narrativa nos remete à idéia, do quanto ainda há pessoas individualistas.
Pessoas que preocupam-se única e exclusivamente com o seu próprio umbigo, com a sua própria fome e bem estar.
Orson Carrara, uma das pessoas que mais admiro, não apenas por ser um amigo querido, mas também pelo seu bom senso, sabedoria de vida e o extraordinário talento para palestrar e escrever, em seu ultimo artigo de titulo “Oásis e Refrigério”, que tem como endereço especificamente os casais, alerta-nos para despertarmos para o “Oásis”, que Deus pos em nossos caminhos. Oásis este em forma de companheiro ou companheira.
Somos responsáveis diretos por nossas atitudes e mais responsáveis ainda pelos seus reflexos, é a lei divina da ação e reação.
Basta plantar vento para colher tempestade!
Assim como Claudio, o nosso personagem deste artigo, muitos de nós, ainda não nos despertamos para o oásis que temos do nosso lado.
Espero que os interessados ao menos tentem abandonar o estado latente de dormência que ainda se encontram e descubram mesmo que de forma lenta, mas continua, o quanto é maravilhoso estar ao lado de quem realmente nos ama.


 
Reginaldo Cordoa, futuro Administrador de Empresas e Apaixonado pela Vida.


13/01/2006

Reginaldo Cordoa
Enviado por Reginaldo Cordoa em 13/01/2006
Código do texto: T98373
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Sobre o autor
Reginaldo Cordoa
Matão - São Paulo - Brasil, 46 anos
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