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Áudio
ERA UMA VEZ... (A história de um pássaro)
Publicado por: Jeronimo Poeta Dançarino Madureira
Data: 31/01/2009
Classificação de conteúdo: seguro
Créditos:
Autoria e Interpretação: Jeronimo Madureira

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Cite o nome do autor e o link para o site http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=8758930129928756435). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

Texto

ERA UMA VEZ... (A estória de um pássaro) (c/áudio)


Era uma vez um menino que passeava tranquilamente, quando, de repente, viu algo estranho no chão. Chegou bem perto e percebeu que era um filhote de pássaro. Mas, era tão pequeno, que nem penas ele tinha.
O menino ficou sensibilizado e pegou aquele pequeno filhote e o levou para a casa de um amigo que criava canários, cada um mais lindo que o outro.
Aí, o menino pediu ao amigo para colocá-lo junto com os filhotes recém-nascidos de uma canária. É claro que o amigo o atendeu.
Como ninguém sabia a raça daquele pequenino, todos ficaram curiosos pra saber. Mas, para isso, era preciso esperar o tempo correr.
E, assim foi feito.
Mais ou menos quinze dias depois, o amigo chamou o menino para contar a novidade: “Olha, aquele pássaro que você encontrou é um filhote de pardal”. O menino retrucou: “Pardal?” (meio decepcionado). Porém, logo aquele sentimento se transformou, porque o pardalzinho era tão bonitinho e estava tão ambientado com os irmãozinhos de criação, que passou a fazer parte da família.
O menino logo perguntou para o amigo criador de canários:
“Será que o pardal, quando crescer, vai cantar igual canário?”
E, o amigo lhe respondeu: “Não, cada pássaro já traz consigo um código genético, como se fosse um manual de fábrica. Assim, cada espécie tem um canto próprio”.
Mesmo assim, o menino não se importou. Ele aprendeu a amar aquele pardalzinho.
O tempo foi passando e o pardal foi crescendo mais que os canários. Ficou bem maior. Sendo assim, o criador de canários achou melhor soltar o pardal quando ele chegou ao tamanho adulto.
E, assim ele procedeu.
Entretanto, todas as tardes, após passar o dia fora, o pardal voltava e tentava entrar na gaiola. Ele queria dormir com seus irmãos de criação.
O criador de canários, por pena dele, o deixava entrar.
E, na manhã seguinte, novamente o soltava.
Durante muito tempo ele fez isso; soltava o pardal de manhã e o guardava na gaiola, pontualmente às seis da tarde.
Até o dia em que o pardal não mais voltou.
Dizem que ele encontrou uma namorada, casou, mudou e o endereço não deixou.
Dizem também, que de vez em quando, ele dá uns vôos rasantes sobre a gaiola onde viveu muito tempo e, ainda por cima, acompanhado da esposa e filhotes, como se estivesse contando sua história para a nova família.



Jeronimo Madureira
31/01/2009.


*Baseado em fato real!
Jeronimo Poeta Dançarino Madureira
Enviado por Jeronimo Poeta Dançarino Madureira em 31/01/2009
Reeditado em 13/07/2012
Código do texto: T1414296
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Jeronimo Poeta Dançarino Madureira
Maricá - Rio de Janeiro - Brasil
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(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 20/10/14 19:11)