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Autores

Sobre a autora
Ivone Alves SOL
Salvador/BA - Brasil
1041 textos (109446 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 16/05/12 19:39)

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Perfil
SÍNTESE BIOGRÁFICA

Maria Ivone de Santana Alves Dantas (Ivone Alves Sol) nasceu no município de Valente BA e reside em Salvador desde 1990. E poeta por vocação, Membro da Academia de Cultura da Bahia, Membro do Comitê Executivo de Autores da Câmara Bahiana do Livro; Assessora Geral do Projeto Alma Brasileira de Antologia; locutora, atuou em rádios AM, FM e LM, foi Presidente da ARCOBA (associação de Rádios Comunitárias da Bahia) durante seis anos; É professora do Ensino Fundamental e Estudante de Letras.

Sol escreve poesias desde sua adolescência e hoje dispõe de mais de 900 textos literários, distribuídos nos diversos gêneros da poesia e de contos, e está escrevendo seu primeiro Romance. A autora já publicou em 5 Antologias promovidas pelo Projeto Alma Brasileira e dispõem de três livros a espera de editora. O SOLvendo Sentidos é sua última publicação e seu primeiro livro individual.

Leonina, com todas as peculiaridades que depreca esse signo, mutante, acredita na juventude como um estado de espírito que deve estar notório em todas as nossas ações (mesmo as mais maduras) e que a plenitude é algo inalcançável, mas, é por apetecê-la, que nos inquietamos e nos tornamos sujeitos, ativos e passivos, de ações que nobilitam a vida e impulsionam a arte de viver.

"Quem eu sou? Eu sou poeta, no mais estou sendo. Cada dia me descubro um pouco. Estando sendo, faço do único tempo que tenho e, do que faço, meus tijolos e tesouros. Procuro construir em cada etapa de minha vida, escadas íngremes – elas podem ser custosas, mas sempre levam ao topo. Não há caminhos sem curvas e sem acidentes.O equilibrado, além de nos proteger de algumas proeminências,nos impulsiona a buscar o que está além das curvas. Assim, vou construindo meu mundo – imperfeito, às vezes nublado... Mas haverá sempre um raiozinho de sol para me indicar o caminho!" Ivone Alves Sol


Faço minhas, as palavras desse grande baiano:

Eu prefiro ser
Esta metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo... RAUL SEIXAS.



NÃO SEI QUANTAS ALMAS TENHO
Fernando Pessoa

Não sei quantas almas tenho
Cada momento mudei
Continuamente me estranho
Nunca me vi nem acabei
De tanto ser só tenho alma
Quem tem alma não tem calma
Quem ver é só o que ver
Quem sente não é o que é
Atento ao que sou e vejo
Torno-me eles não eu
Cada meu sonho desejo
E do que nasce e não meu
Sou minha própria paisagem
Assisto a minha passagem
De verso, modo, e só
Não sei sentir-me onde estou
Por isso, alheio, vou lendo como paginas
meu ser
O que segue não prevendo
O que passou esquecer
Noto a margem do que li
O que julguei e que senti
Releio e digo: - Fui eu? Deus sabe
Porque escreveu.


Última atualização em 16/05/12 19:39
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