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ZELITO NUNES MAGALHÃES

ZELITO NUNES MAGALHÃES.
PRESIDENTE ATUAL DA ACI ( ASSOCIAÇÃO CEARENSE DE IMPRENSA).

Escritor cearense Zelito Nunes Magalhães,  sob o pseudônimo de Eça de Queiroga, concorreu ao Prêmio Osmundo Pontes de literatura, ano 2002, o maior prêmio literário do norte e nordeste do Brasil, intitulado O ROMANCE CEARENSE Origem e Evolução, saindo vencedor, não surpreendendo aos que já o conheciam. O autor é um típico cearense, destituído de corpo, mas portador de espírito ágil, olhar penetrante, é homem de letras de melhores qualidades.
O nosso conhecimento foi feito sob a sombra da Acácia. Passei daí por diante, a usufruir sua percuciente inteligência e seu extraordinário senso de observação. Agora, meu prazer se renova, quando em delicio com a maneira atraente com que Zelito aborda as diferentes fases do romance cearense.
Filho de Manoel Nunes Magalhães e Maria Dora da Silva, nascido em Fortaleza em 8 de Abril de 1935,  Zelito Magalhães estudou suas primeiras letras na Escola Reunida Arraial Glória (no bairro da Piedade) e curso de 3 humanidades no liceu do Ceará, então de grande fama do ensino Cearense. Professor, jornalista, profissional, poeta, folclorista, contista, polígrafo, conferencista, especializado em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Ceará e portador de curso de Extensão Cultural sobre o Ensino da Língua e da Literatura, curso básico na Escola Industrial de Fortaleza de 50 a 53, curso Básico de Comunicação e Escrita, do Instituto Lusíadas, sob o auspício do Conselho de Educação do Ceará 1989, Seminário “Serviço Social e a Questão da Transformação Social” – Universidade Federal do Ceará 1987, funcionário público, lotado no Instituto de Identificação – Técnico em datiloscopia, licenciado pela Escola de Polícia do Ceará em 1964; Jornalista de O Povo, O Estado, Gazeta de Notícias, do Correio do Ceará e dos Diários Associados. Foi redator-editor da folha “O dia” e chefe de redação do Jornal do Cariri – período de 1958 a 1972, é colaborador do O povo, dirigindo e orientando na editoração de órgãos da imprensa alternativa, fez Comunicação Escrita pelo Conselho de Educação do Ceará detém, assim, as ferramentas necessárias para traduzir, no papel, todo o  cabedal de conhecimentos de que é diretor. Foi, também, o idealizador e um dos fundadores da Academia Maçônica de Letras do Estado do Ceará (AMLEC), ocupando a cadeira oito, e, além do mais, é membro de algumas outras prestigiosas associações culturais do Ceará de outros estados.
Num concurso promovido pelo jornal O Povo, concorreu com a reportagem Carlos Câmara, um Cearense Esquecido, o que lhe propiciou o ingresso no jornalismo profissional. Entre outros trabalhos, de sua lavra, é de ser salientado a História da Maçonaria no Ceará, - sem dúvida o melhor trabalho até hoje escrito sobre o assunto que mereceu o prêmio Grande Loja Maçônica do Ceará, inexplicavelmente não publicado pela patrocinadora; com Loja Deus e Fraternidade 70 anos de Harmonia e Glórias, jus ao prêmio ofertado pela loja  Deus e Fraternidade, da Maçonaria cearense. Com as plaquetas cachaça, Viola e Improviso, O Bonde no Modinheiro Carvalesco e o livro Amazônia, a Cobiça do Mundo, obteve muito boa receptividade pelo público ledor.
Com tal bagagem literária e os predicados mentais que ornam o seu espírito, assim, para os que já o conheciam, não foi surpresa vê-lo ganhador do troféu em apreço, o maior do norte e nordeste brasileiro e um dos  maiores das letras nacionais.
Tenho pela pesquisa histórica uma verdadeira fascinação. Pedro Lessa já dizia: ela “dilata  inteligência e eleva o coração”. Hoje a satisfação é plena, máxime quando me deparo com algo tão delicioso quanto à feita no presente trabalho.
Arguto observador, para a sua investigação, perlustrou Zelito Guimarães, em caminhada mais que sesquicentenária trinta e nove títulos de romances cearense, de vinte e oito autores. Diz-nos havê-los visto, no passado, como simples leitor, porém “desta vez, como modesto literato que ousou fazer-lhes uma apreciação a guisa de crítica.” Diga-se de logo sem cometer exageros, vir ele se ombreando aos melhores críticos de nossa literatura.
Como era de ser esperado, inicia pelo romance Iracema, obra prima de José de Alencar que marcou, sem dúvida, o começo do romance cearense, embora Os Índios do Jaguaribe, de Franklin Távora, haja sido, cronologicamente, o primeiro romance indianista e ser introduzido em nossa literatura. Na esteira de Franklin Távora que descreve uma viagem pelo interior do Nordeste brasileiro encontramos entre os nossos contemporâneos o livro No rastro de Boi, de Ésio de Souza, membro do instituto do Ceará, todavia não constante dentre os escritores listado pelo autor.
Apreciar o comentário feito sobre cada uma das consultadas e dissecando-as, seria tirar o brilho percuciente do trabalho de Zelito Magalhães que, com o maior bom senso, valorizou  as letras cearenses. Interessante e fácil será verificar como apresenta cunho extraordinariamente  abragente, em aparente despretensão, esta  obra o futuro há  de consagrar na medida do justo.

PREMIAÇÕES:
 1. Concurso de reportagem promovido pelo Ministério da Aeronáutica (colocada em 1° lugar), sob o título “Correio de Arco e flexa conta história de 37 anos”, publicada pelo jornal Gazeta de Notícias -  outubro de 1968.
2. Prêmio Destaque, no XII Concurso Nacional de Poesias, promovido pela Revista Brasília – 1991.
3. Concurso de monografia, promovido pelo Centro Luiz Carlos Prestes de Estudos Sociais (João Pessoa/Pb) Matéria: “Coluna Prestes, os 7 anos de uma odisséia” – 1994.
4. Concurso de monografia para livro, promovido pela Grande Loja Maçônica do Estado do Ceará. Trabalho: “História da Maçonaria do Ceará” – 1998.

LIVROS PUBLICADOS:
1. Canções de um menestrel (poesias) - 1963;
2. Poeira (Contos) – 1965;
3. Antologia dos novos poetas do Ceará (participação) – 1970;
4. Seleção de Provas Maçônicas (comissão organizadora e participação) – 1998;
5. Coletânea de Trovas da União Brasileira de Trovadores, Seção de Fortaleza (Participação) – 2000;
6. Nova história da ACI (Associação Cearense de Imprensa) em parceria com o historiador Geraldo da Silva Nobre – 1996;
7. Autor do Hino do Colégio Domínios;
8. Prefaciou as seguintes obras de autores cearenses:
- Gotinhas de Luz (depoimentos além-túmulo); Argentina Andrade.
- Ecos Literários (Ensaios); Francisco Galvão Filho – 2004.
- Do outro lado do Rio (Romance); Francisco Glauco Pereira – 2005.
- Odisséia em Ulisséia (impressões de viagem a Portugal); Vilma Matos – 2005.
- Panacéia em uma Poética (Sonetos); Pedro Henrique Alcino da Silva.

MEDALHAS E DIPLOMAS:
1. Diploma de melhor reportagem alusiva à Semana da Asa, concedida pelo comando da Base Aérea de Fortaleza – 1968;
2. Diploma de Destaque no 12° Congresso Nacional de Poesia (Brasília) – 1991;
3. Medalha de Prata concedida em Certame de Poesias, promovido pelo jornal Arte Real, do Rio de Janeiro – 1995;
4. Medalha (Padre Mororó) concedida pela Loja Maçônica Luz do Oriente, em reconhecimento à contribuição que tem prestado à história da instituição através da Revista Mosaico, de Fortaleza – 1997;
5. Diploma de Concurso de Poesia de Prosa Maçônica nas letras da Academia Maçônica de Letras do Distrito Federal – 1999;
6. Diploma de “Amigo da Almece” - Academia de Letras Municipais do Ceará – 2000;

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-ESTUDANTE DE JORNALISMO DA FGF


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Enviado por Paivinhajornalista em 09/09/2006
Código do texto: T236488
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