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                         SOU EU...NUA....CRUA....TUA!

Queria poder não escrever em formato de poesia, com mais realidade soaria!
A verdadeira estória versos traduzia!
Vou deixar minha alma poeta de lado e transformar minha vida um relato!
Primogênita, nascida de uma grande estória de amor, minha mãe de uma família tradicional, meu pai um louco irracional, louco mais lindo, seus olhos azuis minha mãe encantaram, e aos meus avos assustaram!

A loucura já é congênita, meus pais fugiram para se casar, minha mãe sem saber nada da vida, meu pai ainda naquela vida bandida.
O casamento o sufocava preso, de alguma maneira conseguia alforria, enquanto minha mãe de fome morria!
Meus avos indignados roubaram minha mãe comigo no colo, mas um filho na barriga trazia!
Escondida em um porão por muitos dias...
Meu pai de amor ou covardia, sua vida entregava com rebeldia, linda estória, se não fosse a minha, pode soar como uma melodia, mas a tragédia chegou repentina!
O braço tatuado meu nome trazia, da mulher que ele amava um M traduzia...
Meu pai com um copo de veneno se envenenou, e nos braços de sua mãe se entregou!
Não chore!O sofrimento sempre a luz recorre!
Minha mãe outra família nos deu, ganhamos um novo pai e duas irmãs nos concederam.
Fui mãe, amiga, filha, aliada, uma filha muito amada!
Planejei tudo em minha vida, nenhum homem me deixaria ferida.
Feminista de carteirinha, idéias fixas, sonhos de liberdade total, dona de um impetuoso gênio nada formal.
Meu coração intragável ninguém conhecia, invadi muitos sem que nada impedisse, namorava, beijava, às vezes até maltratava, mas meu corpo e coração não entregava!
Aos dezesseis anos conheci meu destino, um adorável e ingênuo menino.
Ao seu lado encontrei paz, segurança, família... Tudo que eu não tinha!
Mas e o amor? Não existia!
Um dia as vontades do meu corpo entreguei, e depois de um mês um filho no ventre gerei.
Este homem entregou-me sua vida no altar, amores iguais jamais vão achar!
Ele sempre foi perfeito, como uma princesa os meus desejos eram feitos, mas eu tinha o pior dos defeitos... Minha liberdade não tinha preço!
Mas duas obras perfeitas gerei, família linda, invejada, totalmente planejada!
O casamento me sufocava!
Um tédio me tomou a paz... Tempestade fugaz!
Oito anos juntos, eu não tinha como explicar, reclamar, ninguém para deste castelo me roubar!
O mundo eu tinha que enfrentar!
Fui valente, decidida, guerreira, lutei contra todos os meus impostos ideais, minha família deixei p traz!
Corri feito uma louca, a minha liberdade condicional era pouca, ate quando duraria?
Nada me satisfazia, homens lindos minha boca conhecia, mas nenhuma paz me trazia!
Sem falar em meu corpo virgem total, nenhuma entrega real!
Então conheci um pássaro lindo que em meu jardim pousava!
Sem medo por inteiro me entregava!
Meu amor ao mundo declarei... Poemas declamei... os meus desejos realizei!
Meu pássaro, fruto real da minha imaginação, onde encontrei total inspiração!
Ele me levou direto ao apogeu, mesmo sabendo que nunca seria meu!
Eu precisava voltar para o meu lugar, não suportava mais lutar!
Desfalecida, alguém ao meu lado surgia, alias, este homem nunca me deixaria!
Estamos aqui novamente, uma família estruturada, na verdade estou um pouco mal acostumada, mas vou me adaptar!
E o pássaro???
Soltei... Deixei voar, perto do sol sei que vai brilhar!
Dentro da minha própria gaiola continuo meu canto soa cristalino e com felicidade...
Alimento a todos com amor sei que um dia deixarei saudade!


PRISCILLA SILVA: O sol vai sempre a luz brilhar... Uma estrela sempre se faz notar!
Pripoemas
Enviado por Pripoemas em 12/09/2006
Reeditado em 12/09/2006
Código do texto: T238728
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Sobre a autora
Pripoemas
Itapetininga - São Paulo - Brasil, 39 anos
13 textos (832 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 18:19)
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