Professor

Creio que primeiramente devo lhes informar que aquele lado meloso expressado em textos anteriores não será mais vistos aqui. Tal criatividade bizarra já não me assola mais.

Mas o que venho tratar hoje é que duas questões estão me corroendo. Separadas em duas questões distintas mais interligadas de alguma maneira. Para explicar a relação existente entre as duas devo com muito orgulho dizer que ingressei no inicio do ano na Faculdade Federal de Uberlândia (UFU), para o curso de Historia.

Uma dessas questões começou a ocorrer assim que ingressei no curso e tive um certo sentimento de insatisfação pelas matérias apresentadas e por não ter atingido as minhas expectativas. Com isso decidi que iria mudar de curso, e procuraria algo dentro das exatas que me agradassem. Tive que admitir que não gosto das exatas nem um pouco e escolhi a menos pior que nesse caso seria Engenharia Mecatrônica.

Por outro lado fui colocado em duvida com relação aos planos que faço para o futuro e comecei a me indagar se era certo fazer isso. Desde pequenos venho traçando planos em minha vida e lutando com todas as forças que tenho para torná-los realidade. Sem encontrar solução comecei a vagar todos os planos que já tracei e me impressionei ao ver que consegui cumprir a maioria deles, e os que não cumpri tirando o de ser astronauta, ainda há tempo de correr atrás e tornalos realidade.

Mais o melhor de recordar tais planos foi me relembrar dos motivos que levaram a ter esses sonhos, e em especial quero contar um ocorrido em 2004 quando eu ainda estava na 8ª série onde encontrei não só um professor mais também um amigo que abriu os olhos da minha mente para ver o mundo de maneira mais critica, mais plausiva. Me ensinou que devemos analisar tudo o que acontece a nossa volta e que devemos tentar fazer a diferença em tudo que formos fazer. Me ensinou que devemos lutar pelo nosso direito, e que devemos sim enfrentar aqueles que estão no poder, apesar de contas fomos nós quem colocamos eles lá. Me ensinou que lutar pelo que achamos certo nunca será uma perda de tempo, porque antes perder o nosso tempo lutando por algo que acreditamos a ficarmos parados apenas observando o mundo que desejamos ser desmoronado.

Tal visão me levou a querer um dia também poder transmitir aquilo que me foi ensinado na esperança de tornar aquele aluno um cidadão melhor para o amanhã. E para chegar onde desejei eu tropecei, cai e parei... Fiquei três anos parado sem estudar, e quando todos já achavam que eu ia parar ali surgiram novos amigos que me cativavam pela forma como ensinavam me alegravam quando me incentivavam e até mesmo quando puxavam minha orelha.

E mesmo sabendo que ainda estou longe de terminar tal objetivo, e que o professor hoje enfrenta grandes dificuldades, começando pelo baixo salário que a sociedade paga àqueles que são responsáveis pela formação do país, até o desrespeito dentro de sala de aula, ainda assim quero ser chamado de professor e fazer a minha parte para a criação de um Brasil melhor.

A sim... Ainda não fiz o fechamento sobre a questão dos planos... Mas se quer saber isso é algo que já tenho a resposta, por isso deixo a pergunta para vocês... Até porque isso é algo que somente você pode responder.

Para terminar quero fazer um agradecimento a todos os meus professores que já tive e também aos que virão. Entre eles gostaria de citar alguns.

Obrigado Adonilli por ter me despertado a vontade ser um Historiador.

Obrigado Marialda por acreditar em mim e por me apresentar a vovó Fredegunda.

Obrigado Nucia por puxar minha orelha pelo menos duas vezes por semana.

E por fim agradeço a Kátia pela força e pelos empurrões no ultimo ano.