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Carta À Pátria Que Me Matou De Dó

Eita, dó que dá da gente
Sem muda nem semente
Aguentar essa vara quente

Mais uma semana de rotina
No outro dia a gente acorda
E o gado finge que suporta
É menos um dia na lista
Amanhã é só mais uma quinta
O povo finge que acorda
No outro dia passa a corda
É menos uma semana de vida

E a gente finge que merece
Que é resultado da prece
Mas é oferta do Diabo
Que toda noite enche o prato
Com uma colher de angu salgado

O orgânismo adaptado
Nem faz efeito esse veneno de matar rato
Mas coração que já bateu
Hoje apanha calado
Parado
Eita, povo miserável

Eu que até sou patriota
Me cansei das linhas tortas
Das bandeiras e suas vitórias
Ou derrotas
Depende de quem conta a história
Para o povo que com corda
Eita, dó que até sufoca

Da um nó e joga fora
O Dono do Saco
Enviado por O Dono do Saco em 11/05/2017
Código do texto: T5996421
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
O Dono do Saco
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 26 anos
7 textos (149 leituras)
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