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RUDOLF CARNAP (1891-1970)


 
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Rudolf Carnap nasceu em Ronsdorf, Alemanha, em 18 de maio de 1891, no seio de uma família germano-ocidental que havia sido humilde. Estudou a educação formal no Gymnasium Barmen, indo para a Universidade de Jena, de 1910/14, escrevendo tese sobre física. Também estudou com atenção a Crítica da Razão Pura de Kant, no curso de Bruno Bauch, e um dos escassos alunos de lógica matemática de Frege. Conhecido como positivista lógico e um dos mais destacados membros do Círculo de Viena. Serviu ainda o Exército na Primeira Guerra Mundial, por três anos, e estudou Física na Universidade de Berlim (1917-1918), onde Albert Einstein acabava de ser nomeado professor. Ele escreveu sobre o espaço do ponto de vista kantiano. Em 1921 escreveu uma carta a Bertrand Russel e havia passagens de Principia mathematica, e em 1925 assistiu seminários de Edmund Husserl. Carnap foi bastante influenciado por Neurath e por Wittgenstein, ademais. Eles no Círculo de Viena se afastavam da metafísica, indo para um empirismo ou fisicalismo. Buscavam a verificabilidade. Ele entendia que os problemas da filosofia vinham pelo uso impróprio da linguagem, e se interessou por sistemas lógicos. Dentre suas obras estão “A estrutura lógica do mundo” e “A sintaxe lógica da linguagem”. Também fez bons trabalhos sobre estatística. Mas depois que conhece Schlick, ganha um posto na academia em 1926. Assim ele se une a esse grupo de intelectuais, que seria o Círculo de Viena. Carnap foi criador de uma lógica matemática e análise de função de linguagem. Com o advento do nazismo, vai para os EUA, e por lá participa de enciclopédia International Encyclopedia Unified Science. Também se ocupou de semântica, bem como indução. Também foi professor em Praga, Chicago, Princeton, onde participou de estudos avançados, e em Los Angeles. Interpretou a filosofia como um processo de análise lógica. Também Quine teria conhecido a Carnap. Tinha convicções socialistas e pacifistas. Naturalizado americano em 1941. Ainda passou de 1939-41 em Harvard. Era autodidata em esperanto desde os 14 anos e utilizou quando viajou a um Congresso internacional de esperanto. Teve quatro filhos de seu primeiro matrimônio, do qual passou por divórcio, e a sua segunda esposa se suicidou. De marcante é seu discurso antimetafísico. Lembra Mora que: “Según Carnap, hay que distinguir entre el modo formal y el modo material de hablar. Cuando se olvida tal distinción se recae en la metafísica y, por lo tanto, en la confusión entre las proposiciones y las pseudo-proposiciones. Las proposiciones metafísicas son, en efecto, a su entender pseudo-proposiciones que parecen tener referentes objetivos, pero no los tienen. Hay que ver, por consiguiente, de qué modos pueden formularse correctamente proposiciones, esto es, hay que examinar en cada caso si las 'proposiciones' formuladas obedecen o no a las reglas sintácticas del lenguaje. La filosofía acaba siendo definida inclusive como un 'análisis lógico del lenguaje'”1. Disse que Deus é um amontoado de quatro letras sem sentido. Por fim, Carnap faleceu em Santa Mônica, califórnia, EUA, em 14 de setembro de 1970.


 
1MORA, José Ferrater. Diccionario de Filosofía. Tomo I. p. 258.
Mariano Soltys
Enviado por Mariano Soltys em 16/05/2017
Reeditado em 16/05/2017
Código do texto: T6000674
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Mariano Soltys
São Bento do Sul - Santa Catarina - Brasil, 35 anos
678 textos (33731 leituras)
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