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Para aquecer o coração

Hoje eu gostaria de  contar uma história para aquecer o coração. Que tivesse o mesmo efeito reconfortante de uma xícara de chocolate quente no meio de uma tarde de inverno ou de ganhar um presente inesperado (aquele sonho de consumo tão sonhado que a gente fica namorando nas vitrines e parece que o dinheiro nunca chega para realizarmos a compra), aí de repente você ganha. Exemplifiquei com coisas materiais, pois por sermos humanos a nossa tendência “a priori” é “sentir” com os cinco sentidos.

Para aquecer o coração não precisamos “sentir” com os cinco sentidos é mais do que isso, usar a imaginação para transpor o chão de nossa pseudo “Realidade” às vezes cruel, e atingir o espaço, não só o espaço além, ou o cósmico, mas verdadeiramente atingir o nosso “espaço”.  O ser humano é muito mais do que um animal mamífero, com certeza. E temos  muito mais dentro de  nós do que simplesmente a necessidade de saciarmos nossas vontades de comida, bebida, sono e curtição. Temos nossos corações com tantos sentimentos, (que muitas vezes, não gostaríamos de ter tantos sentimentos, se muitas vezes acabam se tornando sinônimos de sofrimentos).

Mas para aquecer o coração você vai precisar de muita “lenha”, que você pode catar à vontade caminhando pelas areias das praias desertas de seus sonhos que não se tornaram realidade. Você pode riscar seu último palito de fósforo e achar que será o último e o vento irá apagá-lo, mas só saberá se tentar. Ou ainda pode chorar e se desesperar achando que dará muito trabalho catar a lenha, acender o fósforo e o pior como alimentar a chama se a “lenha” muitas vezes é seca, velha e até podre?   E desistir, e não tentar e até se culpar porque está com medo, insegura, ou mesmo cansada.

Às vezes para aquecer o coração nem mesmo é preciso acender fogueira nenhuma. Existe uma chama dentro de cada ser vivente que é muito rica e nunca fica sem combustível. Muitos a chamam de amor, eu prefiro acreditar que é luz. Somos todos seres de luz, e quando começamos a descobrir que nossa luz fica mais brilhante à medida que vamos tomando consciência de sua verdade dentro de nós, a luz maior vai nos envolvendo cada vez mais ou vamos sendo absorvidos por ela. É como a matemática , com suas leis imutáveis e opções de cálculos infinitos.

Para aquecer  o coração nada melhor do que celebrar a vida. Podemos celebrar de muitas maneiras, escolha a sua, eu escolho a minha, pode ser ficar horas sentada conversando com sua melhor amizade, pode ser apenas ficar em silêncio contemplativo, mas presente a cada momento, estando consciente de sua existência e de sua luz. Quando a luz pode ser visualizada mesmo que seja um simples feixe sem opulência e esplendor. O coração já está começando a aquecer, pois colocamos para esquentar um caldeirão cheio de esperança
e logo o caldeirão vai ferver e cozinhará todos os nossos sonhos transformando velhos projetos em possíveis realidades ou em sonhos que se aqueceram e de novo se transformaram em “sentimentos” renovados que são jogados na atmosfera e servirão  como o oxigênio para manter a “chama” de outros seres viventes.

Para aquecer  seu coração, lembre-se apenas que somos frágeis, mas podemos lutar contra muitas adversidades, pois temos a coragem e a dignidade dos soldados do Criador, contamos ainda com suas bênçãos e apesar de todas as dificuldades a luz nos penetra e nos invade, desviando-nos dos obstáculos e digirindo-nos para longe das tentações passageiras que se mostram como inimigos nos caminhos que cruzamos e às vezes encontramos através de nossos defeitos mais esquecidos dentro de nós. Pode ser uma nuvem escura e feia, ou até mesmo um espelho reproduzindo uma imagem irreal.

Para aquecer o coração é preciso, viver intensamente cada minuto, com a certeza de que a vida é uma infinitude de bençãos, dentro de um mar de possibilidades se não nos atirarmos as ondas e tentarmos mergulhar fundo para depois “sobreviver” no grande oceano, podemos correr o risco de sermos tragados pelas ondas e depois cuspidos em qualquer praia deserta de um pesadelo qualquer.

Aradia Rhianon
Enviado por Aradia Rhianon em 06/04/2006
Código do texto: T134728

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Sobre a autora
Aradia Rhianon
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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