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Carta aberta aos Direitos Humanos

Carta aberta aos Direitos Humanos
Augusta Schimidt
20/05/06

Aos cuidados de:
Senador Eduardo Suplicy
Deputado Renato Simões
Sr. Paulo Betti (ator)
Sra. Letícia Sabatella (atriz)
Jornalista Caco Barcelos
Sr. Gilberto Dimenstein ( Folha de São Paulo)
Dr. Hélio Bicudo
Dom Paulo Evaristo Arns
Frei Beto

Prezados Senhores,

Considerando que o reconhecimento da dignidade humana e de seus direitos é a liberdade, e considerando que os homens gozem de liberdade da Palavra, fazendo uso dos direitos que a Lei me confere, venho à presença de vossas senhorias, expor o que segue:

Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, toda pessoa tem o direito à liberdade independente de opinião política, raça, condição social, cor ou qualquer outra condição.
Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança.

Apesar de toda a luta em defesa dos direitos humanos, a tortura ao cidadão de bem ainda continua sendo uma pratica constante em nossas vidas. Basta ler os jornais e assistir a TV.
Cada vez mais o respeito e a dignidade da pessoa humana é relegado a um plano inferior.

Frei Beto, agora quero me dirigir ao senhor exatamente porque segundo a sua versão popular de Direitos Humanos, todos nascemos livres, temos direito a vida, segurança pessoal, temos direito de resguardar a nossa casa, família, temos direito ao trabalho digno, e mais, temos o direito ao Amparo Social.
Também temos direito a Informações Verdadeiras  e corretas.
Ah, também temos o direito de ir e vir... (Será isso uma informação verdadeira, Frei Beto?)
Segundo ainda sua versão, todos temos direito de não sermos torturados, massacrados, linchados e temos ainda o direito à proteção.
Senhores acima citados,
Pois muito bem, a Declaração é clara como é claro que todo cidadão tem Direitos e Deveres a cumprir e respeitar e quando Deveres deixam de ser cumpridos, a Lei nos penaliza de alguma forma, buscando no seu teor consistência e subsídios para tal.

Pelo que tenho visto alguém de vocês, senão todos vocês se esqueceram deste pequeno detalhe, DEVERES.

Digo isto embasada na visão que tive estes dias de que uns têm o Direito de reivindicarem direitos e a maioria tem o DEVER de se esconder em casa para que os Direitos Humanos possa trabalhar em prol dos  pobres bandidos, massacrados pela Lei.

Sim porque de uns dias para cá, famílias perderam seus chefes, filhos perderam seus pais, mães perderam seus filhos, cidadãos de bem ficaram trancafiados em suas casas, sem o DIREITO de IR E VIR, sem o DIREITO de trabalhar, sem o DIREITO a saúde como eu mesma pude presenciar ao vivo e a cores num posto próximo de minha casa, sem o direito da LIBERDADE que a Lei nos confere.
Também já faz algum tempo que cidadãos de bem perderam o direito de se expressar tendo só que ouvir a manipulação tirana de pessoas da “lei” dizendo que tudo vai bem, que não há motivo de pânico, só que pessoas continuam morrendo, transportes continuam sendo depredados, bens públicos continuam sendo devassados pelos seres humanos com direito a Direitos Humanos.
E agora me digam senhores, o que é que vai bem?
É triste e lamentável vermos crianças sem instrução, muitos sem televisão, radio, sem direito a qualquer tipo de diversão... É senhores, sem diversão sim, aquela que a Declaração nos confere...
É muito triste, vermos pessoas idosas, isoladas na sua pobreza indigna, sozinhos, sem nada, muitas vezes sem um lar onde se esconder das intempéries do tempo, dos bandidos que não os poupam nem pela idade que tem.

Mas bandidos, senhores! Esses exigem respeito! Esses reivindicam e são atendidos afinal os Direitos Humanos lhes conferem esse Direito.

Pobre de nós cidadãos, pobre Brasil!

Assinado:
Uma cidadã indignada
Augusta Schimidt
Enviado por Augusta Schimidt em 20/05/2006
Código do texto: T159605

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Sobre a autora
Augusta Schimidt
Campinas - São Paulo - Brasil, 66 anos
366 textos (532061 leituras)
4 e-livros (6968 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 02:20)
Augusta Schimidt

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