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BILHETE AO AMIGO

Te lembras dos amores, mesmo das dores, quando a noite chegou sem os cabelos dela para acariciar? Te lembras dos “assanhos”, desdenhando os alinhos nos versos que enfeitaram um namoro no escuro da varanda, sempre antes de deitar? Lembras que foram após as brigas que a paixão esquecia o medo pelo improviso e às mãos se atreviam a começar, o que o futuro chamaria de inconseqüência? Pois não vejo motivo para que a idade impeça uma nova “assanhada”, umas e outras noitadas , jornadas de loucuras,desde é claro, a paixão que te consome, represente um motivo a mais de cultivar uma velha lembrança bem guardada. Falando mais claramente, não vejo nada demais em ser um jovem adolescente aos 40, mesmo que o pai (dela) esteja vivo, mesmo que a varanda seja menos escura, mesmo que se confundam, amante e filha.Mesmo que te pareça loucura(tão saudável quanto) . Aproveite enquanto nos 40, os 16 não foram esquecidos e lembre-se, aos 80, você pode não lembrar nem qual o motivo, muito menos o porque, desse bilhete.
Jose Carlos Cavalcante
Enviado por Jose Carlos Cavalcante em 20/05/2005
Código do texto: T18185
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Sobre o autor
Jose Carlos Cavalcante
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 56 anos
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Jose Carlos Cavalcante