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QUASE ALGUÉM

Via todas as pessoas caminharem sem rumo pelas ruas,todos preocupados com os seus problemas, mas todas existiam e todas estavam ali com uma função a exercer boa ou má mas real.
Via no céu em meio as estrelas um olhar, uma lágrima de um quase alguém, talvez inexistente.
Que já não sabia o que era certo ou errado pois não conseguia enchergar seu interior
Que já não sabia qual sua função que nada conseguia realizar.
Via no mar o sol poente enquanto as gaivotas deslizavam mansamente pelo ar, e sentia que um quase alguém queria gritar por saber que naquela paisagem só ele nada significava, pois estava submerso sob as águas e ninguém poderia ver ou sentir.
E num maior contato com a natureza, apenas adimirando os cisnes a brincar nas águas brandas de um lago, enquanto estava sentado na grama podia sentir nas árvores que um quase alguém desejava simplesmente morrer.
E quando estava caminhando pela praça admirando nas fontes as águas jorrarem no espetáculo mais simples provocado pelo homem, ouvia um quase alguém soluçando baixinho em meio aos canteiros de flores por sentir que sue destino é estar só.
Muitas vezes já pensei em ajudar, mas como ajudar se ele nem se quer chega a existir.
valdemir pedroso
Enviado por valdemir pedroso em 21/07/2006
Código do texto: T198771
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
valdemir pedroso
São Paulo - São Paulo - Brasil, 49 anos
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valdemir pedroso