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Saudades da Vovó

Saudades!!!
Ah!!! Que saudades!
Acordei com o sabor do pão que a senhora fazia, com o cheiro de café no coador de pano, aquele de toda tarde, engatinhei nas primeiras recordações:
Ah Vovó que falta a senhora faz, saudades daquelas tardes de domingo, família reunida, alegria, ah que saudade. Do pão com manteiga quentinho, do café com leite fervendo, tudo feito com carinho.
  Porque foi embora e me deixou aqui? Sem ti. Sei que vai dizer que continua aqui. Já não posso te tocar, sentir seu cheiro, só posso lembrar. Tenho saudades da minha velhinha muito querida. Volta Vovó, vem reunir todos, naquele almoço de domingo. Volta, estou com saudades, das nossas conversas, dos conselhos, do porto seguro, que só a senhora sabia ser. Volta, pra comer seu bolinho de chuva, me convida?
Mais uma vez estou te escrevendo, porque me bateu saudade de ti, Vovó, eu tentei dormir, rolei na cama, mas o bendito sono não apareceu...já é madrugada e faz um calor escaldante. Vovó vou esperar amanhecer, e vou correndo postar esta carta, sei que não chegaras em suas mão, pena que eu não tenha asas, para voar até você agora.
Agora você deve estar junto daquele que sempre te iluminou, poderá avaliar de forma serena quão valiosa foi a tua presença nesse mundo, terá a certeza, que brigou, educou e amou na medida certa. Agora, cabe a nós saber sentir toda a saudade do mundo, sem reclamar ou entristecer, agradecer a Deus pelo presente que recebemos que foi ter você entre nós por tempos.
Mas, naqueles momentos de saudade repentina que aperta o coração, ainda tenho esperança que a senhora entrará pela porta da sala, com aquele sorriso e cantando:

Eu voltei, agora e pra ficar:
Porque aqui, aqui e meu lugar.

Desculpe-me, pelas lagrimas que não derramei junto com todos naquele momento de despedida, mas pelas que derramo agora.
 Desculpe-me por não ter levado as flores em sua morada, sua eterna morada.
Lembro-me como se fosse hoje, das palavras que dizíamos quando levássemos flores a senhora:
Receba as flores que lhe dou; e a senhora respondia assim; Enfia no c... que já mochou...
Vovó espero ansioso para revela e matar esta saudade infinita.

Mil beijos de seu neto
 

Fábio.R.A.R.M.De Camargo
 
Fabio RAR Marchiori C
Enviado por Fabio RAR Marchiori C em 14/03/2010
Reeditado em 12/05/2013
Código do texto: T2138160
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Fabio RAR Marchiori C
Osasco - São Paulo - Brasil, 29 anos
66 textos (14733 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 24/11/14 11:55)
Fabio RAR Marchiori C



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