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03 - Ao prezado Amigo

 03 - Araçatuba, 21 de agosto de 2006

    Prezado "Amigo",

        Na tarde de ontem recebi a sua carta - aliás, escrevi-te duas e você mandou-me apenas uma como resposta das duas... E isso não é válido. Brincadeira... Sei que mandei duas cartas porque não estava muito bem quando escrevi a primeira. Mas foi ótimo receber a sua carta - aliviou-me muito e, em parte, respondeu o meu sonho em pb.

        Mas tenho outro assunto, no momento, que me perturba. Não é meu assunto propriamente dito, mas dos adolescentes com os quais eu trabalho. Veja só: sei que você não é nenhum psicólogo - ou coisa assim, mas me auxilia muito nas minhas jornadas... - são os constantes conflitos pelos quais passam, e nem sempre conseguem resolvê-los. E o mais engraçado: eles colocam tudo no papel como se, eu a ler, pudesse resolver para eles, ou ao menos ajudá-los a resolver.

        Você tem alguma sugestão pra isso? Explico melhor: alguma sugestão de como auxiliá-los na difícil tarefa de encontrar a saída para o 'problema de adolescer'?

        Li, outro dia, que eles gostam quando o time deles ganha, quando os pais deixam eles saírem, quando ganham presentes, correspondidos no amor, etc e tal. Li, também, que eles não gostam quando os pais proíbem de saírem ou de fazerem determinadas coisas, quando o time deles perde, ou quando um 'colega-paquera' se esnoba e coisa e tal. Tudo isso resumi em alegrias, raivas, explosões sentimentais... E até mesmo contra o professor! Aliás, tenho uma pra te contar.

        Outro dia li numa produção de um aluno que quando o professor está 'bonzinho' é porque tudo em casa deu certo - e como tudo deu certo em casa, até as leituras, cópias de exercícios, tarefas e tal são menores; mas se o professor exagerar... Nem preciso te falar que 'tudo deu errado...'

        Eles são engraçados ao máximo... E, às vezes, dizem assim: 'Professor, por favor, não comente com ninguém o que eu escrevi!' - claro que não comentamos (somos cheios de auréolas: anjos, anjos, anjos e, de dedos cruzados prometemos não contar nada a ninguém... - aliás, é aquele velho ditado: conta-se o milagre, mas não se conta o santo).

        Voltando: se você pensar em alguma solução, avise-me o mais breve possível. Vejo que o mundo jovem está cada dia...

        Faço ponto logo ali adiante e um grande abraço.

        Seu amigo Pece - que anda preocupado com o 'adolescer'.

Prof Pece
Enviado por Prof Pece em 27/08/2006
Reeditado em 17/08/2014
Código do texto: T226417
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Prof Pece
Araçatuba - São Paulo - Brasil, 45 anos
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