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A CARTA...

Sonhei que escrevia pra você. Atenta, não deixei escapar nenhum detalhe. O tempo corria; e, eu, escrevia...

O relógio no seu tic-tac paciente e sóbrio, lentamente percorria seus ponteiros, como que permitindo-me o prazer de estar escrevendo o que estava escrevendo. O relógio e o tic-tac. O tic.tac... tic-tac... tic.....tac..........

O cheiro de verde respingado de frio resfriando minha narina, lembrou-me algo que escrevi e tinha cheiro. Cheiro de orvalho misturado à margaridas e ao latido do meu cão.

Abri os olhos. O sol levantou mais cedo que de costume ou será que errei na hora? Busquei a carta...Da carta eu lembrava, mas o conteúdo...ah...o conteúdo? O sonho guardou em sua memória de cego e levou para o subconsciente, que sonolento e indiferente, não consegue me dizer o que estava escrito na carta.

Tic...tac... hora... hora...

No relógio, o sonho da carta perdida em palavras...

Ainda bem que esquentou.

O frio deu um tempo.

Continua ainda no verde o tic-tac da carta.

O céu vai nublando aos poucos, sem se importar se é “vero”. Sem querer saber de “lero”, bolero e o cheiro de mato da carta.

O conteúdo??

Tic Tac.



Rose de Castro
A ‘POETA’
Rose de Castro
Enviado por Rose de Castro em 06/09/2006
Código do texto: T234447
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Sobre a autora
Rose de Castro
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 59 anos
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Rose de Castro