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ALMA INDOMÁVEL

    Escrevo a mim mesma por falta de destinatário certo e a ti que me leres para que saibas que as dores da alma também podem nos matar pouco a pouco.
    Além disso, escrevo a mim mesma, para que eu não esqueça de lembrar que a minha alma indomável foge de mim e quando a procuro, encontro-a ti, que nem sabes que ela te busca, numa busca incessante de você, sem nenhum respeito por mim.
    Toma minha alma para ti, já que não somos consonância ela e meu corpo, resguarda ela na lâmpada mágica de Aladim, prende-a, liberta-me dela, para que eu seja apenas um corpo sem vida, desses que não sente a alma plena de desejo, mas que ainda assim treme pelo frio da noite gelada, sem o cobertor que aquece, mas com a companhia da solidão que devora todo o meu ser desalmado.
    Perdi-me em ti, não te encontrei em mim, vivi, quis, no meu sonho fui feliz, sofri de amor e depois simplesmente e mais uma vez morri.
    Agora acordo do sonho, sigo os tracejados do destino, ou busco  novamente minha alma e vivo, ou simplesmete me entrego  a dor e morro por não saber viver.
Soliana Meneses
Enviado por Soliana Meneses em 09/09/2006
Código do texto: T235954

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Sobre a autora
Soliana Meneses
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 43 anos
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Soliana Meneses