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AINDA COIMBRA

Caros Camaradas de Letras,

Pensei seriamente ficar somente pela resposta ao comentário que João Videira Santos deixou ao meu texto, aqui publicado, intitulado: “O encontro de Coimbra – uma ideia... um desafio”, mas creio que tal não seria de todo suficiente e tudo porque considero a liberdade de expressão um valor fundamental, não só na Arte como na Vida.

1. Não me intrometi nos comentários que neste espaço foram divulgados, como, por exemplo, um texto da autoria de Pipas, em que se afirmava: “Houve quem quisesse transformar este convívio, numa reunião de uma futura cooperativa, de edição e publicação de livros. E que o objectivo, era formar a dita cooperativa, e sair de Coimbra quiçã...com estatutos e tudo!”

2. Devo acrescentar que no texto acima referido, escreve-se o seguinte: “Quando chegado a Coimbra, comecei a apreceber-me, que de facto, havia algumas pessoas que nunca fizeram qualquer referência, a nenhum texto que os seus colegas publicam no Recanto. Não os conhecia, nem sequer de nome! Serão daquelas pessoas que provábelmente, só se preocupam com o seu umbigo. Vinham com outra intenção! Que era, à rebelia da ideia inicial, e apenas preocupados com a publicação, ou falta dela. Como aliás, se veio a verificar. Já nem sequer falavam em embrião, queriam já o nascimento da criança.” E no entanto, continuei em silêncio porque considero que todos têm direito a opinião.


3. Também é certo que, o mesmo autor, entre estes seus dois nacos de prosa, redige “Num futuro encontro, depois de entre todos, conversarmos racionalmente, nas várias possibilidades, aí...talvez possamos lançar de facto os alicerces, e apenas os alicerces!”

4. Devo, também registar aqui o seguinte, que foi, aliás, divulgado na Imprensa e, que eu tenha conhecimento, não foi efectuado nenhum desmentido: “Ninguém apoia a poesia e as editoras só editam quando sabem que uma obra dá lucro. Esperamos que saia daqui uma ideia para que possa haver mais publicações”, afirmou à Agência Lusa Miguel Silva, da organização.”

5. O próprio Autor, que em comentário mencionou: “Infelizmente foi por terceiros que tomei conhecimento desta ideia...Teria sido simpático (e não só!) que antes de ser tornada publico ela tivesse sido encaminhada aos participantes do Encontro de Coimbra. Não foi e...é pena!”, escreveu o seguinte, com o qual, aliás, concordo: “O Encontro de Coimbra pode ter sido o inicio, o rompimento dum ciclo, para que as vontades se conjuguem, determinem e conquistem seu espaço.”

Ora bem, todos tiveram o usufruto da Liberdade de escrever o que pensam e eu, concorde ou não, aceito a suas opiniões.

O que pergunto é o seguinte:

1. O que significa o “e não só”?
2. Será que eu deveria, em primeiro, submeter à consideração as minhas reflexões sobre o assunto?
3. Será que deveria ficar sentado a olhar, resignadamente, o desfilar do mundo e nada fazer?

Caros camaradas, não estou a isso habituado.
 
Xavier Zarco
Coimbra, 17 de Setembro de 2006




Xavier Zarco
Enviado por Xavier Zarco em 17/09/2006
Código do texto: T242591
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Sobre o autor
Xavier Zarco
Portugal, 48 anos
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Xavier Zarco