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14 – correspondência pessoal

Querida Maria José (sabe que a minha irmã se chama Maria José?), por favor leia e leia http://www.recantodasletras.com.br/visualizar.php?idt=287516
com toda a atenção e comente - a frio ou a quente. Eu tento ser "cool", cada um é como é.
Agradeço a sua atenção, beijo do coração.
F
http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco
M J querida,

pensou que ninguém, apenas nós sabemos?, sabe se estamos a escrever em combinação um com o outro? Continue a ser a minha "outra" e "outro" ser_ei, se_rei para si!
Felicidades, para todos os "outros", para nós sempre!

Eróticos são os malmequeres, rodando, atrás do Sol!
+
uma carta

Não perco muito tempo a pensar quem sou eu ou o que faço aqui!
Para mim a arte faz parte das minhas necessidades, estas, as necessidades, são sempre excreções.
Não te admires se vires esta minha/nossa carta publicada na minha “narrativa erótica”, para Mim, para ti e para mim, a arte não é nada que se invente. Invenções são coisas práticas, feitas com ciência e arte, criações somos todos nós, Criador há só Um, dizem os seus criados? O meu credo é demasiado simples, credo!... Nem dá para crer, querer dá, eu não quero outro!
Gosto de ti da mesma maneira que conheço os amigos, eu e eles, cada um vive a sua vida. Claro que tens toda a razão em relação ao que acabas de dizer, o facto de só eu saber o que acabei de ler, faz com que apenas tu me possas perceber. O que é que penso quando escrevo para todas as pessoas esta conversa? Penso que falar com uma deusa: “Namasté”, é o meu ideal de vida. Procuro-a em cada mulher que conheço, os indianos são muito mais espirituais, cumprimentam deste modo toda a gente: “Namasté”, adoro o deus que há em ti!... dizem.
«Tristezas não pagam dividas», tu sabes. Também não são as dividas que te incomodam, eu sei...
Não, nunca te te_n_tes preencher com as letras... Nada mais vazio, esfumam-se como ideias... A tentação, essa Sim: é sublime!
Adorei, sou um adorador nato..., a tua explicação “me_tá_fora”? Como dizem os putos, é muito “fora”!...
Vamos então a um dueto:

Quero-te ter em privado em letras selvagens
Onde a voz não se articula em palavras
Quero-te ter como quem tem uma fogueira viva nas mãos
O coração soltando labaredas pelas artérias
Quero-te ter como uma espada constante entre a garganta e o coração
Ostras abrindo para as veias moluscos músculos
Quero-te ver voar só com uma pena e os braços abertos sobre nada
Ondas dum ventre que é a Terra na terra e pelo mar
Quero-te no ventre sem a barba ou o cabelo crescido de palavras mães
Orquídeas singelas como ideias simples coloridas de flores
Quero-te genuíno, porco e divertido e ainda criativo
Ouriço-caixeiro viajante deixando descendentes nas ascendentes
Quero que venhas encontrar-me com tudo o que é teu
Olorosas mães rosas de todos os continentes
Quero que me feches e lacres a porta da poesia depois de eu acabar de querer
Olharás por mim enquanto me pedires o impossível!

Nunca me peças para analisar a tua poesia, isso é a coisa mais simples que há, a mais injusta também. Sabes o que é uma opinião? Agora imagina-me a dar opiniões sobre o que tu escreves? Nem com beijos nus...
Gostei muito do nosso dueto, um poemeto? Qual quê?? Uma obra desta parte e da outra, a outra tu imaginas, esta: aqui vai e fica...
Jinhos rubros,
como as rosas vermelhas.
(se te apetecer publicar, o que é nosso, é teu)

{Autora da foto: Michelle M:
"Me deram um nome e me alienaram de mim" 
http://www.olhares.com/utilizadores/detalhes.php?id=3339
Ou, continuem por aqui...
http://www.recantodasletras.com.br/visualizar.php?idt=278543}
Francisco Coimbra
Enviado por Francisco Coimbra em 10/11/2006
Reeditado em 12/11/2006
Código do texto: T287879
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Sobre o autor
Francisco Coimbra
Portugal
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