CapaCadastroTextosÁudiosAutoresMuralEscrivaninhaAjuda



Texto

À minha irmã distante

Oi minha irmã! Quanto tempo se passou desde que nos falamos a última vez? Anos? Nossa! Parece que se passou um século. Me desculpe se andei sumida, calada, monossílaba. Andei um pouco doída, sensível e  agressiva também.
Lembra naquele último ano em que conversamos? Nos desentendemos por uma coisa tão boba, tão pequena, desnecessária. E eu comecei.
Olha o tempo que levei pra te dizer tudo isso. Me desculpe. Fui atropelando uma coisa e outra do dia a dia só pra adiar esse momento. Esperando pra ver o que você tinha a dizer. Bobeira minha!
Nos últimos meses fiquei pensando em todos os nossos momentos. Quanta coisa vivemos, quantas deixamos de viver. Mas uma certeza eu tive: tudo que passamos foi perfeito! Me trouxe um gosto bom à alma. Por isso estou aqui.
Ah, minha irmã, eu ando tão distante de mim. Tão quieta comigo. Meus pensamentos andam silenciosos e quando resolvem dizer alguma coisa tenho que me esforçar para ouvir, pois eles vivem aos sussurros.
Me perdoe toda essa distância. Me perdoe o mau jeito. Me perdoe a falta de telefonemas. A ausência de colo. De carinho. De cuidado. De atenção. Me perdoe se não percebi o quanto havia emagrecido por preocupação naquele nosso último encontro. Me perdoe se ando com a cabeça baixa, tão baixa que mal enxergo o caminho que escolhi pra andar.
Desculpe por, naquele dia, ter pensado que você tinha desligado o telefone na minha cara. Desculpe por ter retornado sua carta. Por não tê-la lido. Por isso escrevo hoje. Para deixar registrado o tamanho do meu sentimento, seja ele o amor, seja o arrependimento por ter deixado passar tantos aniversários. Tantas velas. Tantos desejos. Tantos embrulhos.
Saiba que o amor, esse amor gigante, sem explicação e medida que sinto por você, ainda está aqui. Não passou. Nem vai passar. Sabe por que? Porque é "coisa" de vidas, de vidas vividas, e me emociono só de lembrar do seu sorriso e do seu abraço apertado. Do seu sorriso que vale mais que mil palavras, que mil versos, que qualquer coisa. Sinto sua falta, Flor do meu jardim. Minha amiga, minha irmã, minha querida, minha metade, pedaço enorme de mim - e sei que sou um pedaço inteiro de ti.
Me aguarde no seu aniversário, esse ano eu irei. Me aguarde no Natal, vou te buscar pra uma viagem incrível.
Eu amo você! Não suma. Responda. Me perdoe todos os deslizes. Sou estranha, imperfeita, incerta e tenho me magoado por qualquer coisa (desculpe te envolver nisso!).
Um beijo!
Ana Nunes (Aprendiz de mim)
Enviado por Ana Nunes (Aprendiz de mim) em 26/04/2012
Reeditado em 26/04/2012
Código do texto: T3634248
Classificação de conteúdo: seguro

Copyright © 2012. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

Comentários

Sobre a autora
Ana Nunes (Aprendiz de mim)
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 26 anos
591 textos (33038 leituras)
2 áudios (511 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 25/04/14 01:25)