Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Muvuca no Formigueiro



Sexta-feira, voltava para casa depois de um longo dia e das aulas da Universidade quando me deparei não sei bem ao certo se com a entrada do céu ou do inferno, sei apenas que há muito não via tanta “gente” concentrada no mesmo lugar; gente esta do que se percebe nada tinha a fazer.
Por ver esta polvorosa concentração, busquei a causa e vocês nem imaginam o que descobrir. Pareciam formigas que foram provocadas a saírem dos seus aconchegantes formigueiros. Notei que elas vestiam-se com as suas melhores roupas. As fêmeas escolheram as mais provocantes, sensuais, extravagantes. Maquearam-se, perfumaram-se, como diz “se produziram toda”. E de certa maneira exalavam um odor envolvente. Cheguei a sentar próximo de uma e vi que ela estava com um batom cor escarlate e que dizia explicitamente “Beije-me”. Eu por ser tímido não me arrisquei. Os machos também não deixaram por menos, pareciam ir a um rodeio ou coisa do tipo.
Aí então, foi que percebi que se tratava de uma festa em que todos, a certo preço, foram convidados. Foi uma reunião só, pois todas as espécies de formigas, na sua diversidade estavam juntas para festejarem o início de uma longa temporada festiva.
Eu, meus amigos não me inclui na lista de convidados, achei-me muito mais importante para estar saltando e gritando “arrocha” ou coisas do gênero.
O que mais me impressionou não foi a multidão e sim a grande euforia que contagiava as minha contemporâneas, outras nem tanto. Tiraram-me o fôlego, que não mais tenho a vos informar.

Rogevanio Alves Santana
Enviado por Rogevanio Alves Santana em 08/08/2005
Código do texto: T41243
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Rogevanio Alves Santana
Aracaju - Sergipe - Brasil, 37 anos
67 textos (3454 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/12/16 20:24)
Rogevanio Alves Santana