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Sobre a Morte!

Pensando Sobre a Morte!

Dia destes, estava em um Velório.

A maioria das pessoas sabem que eu não gosto de velórios, mas neste caso, sendo da mãe de uma pessoa que é muito querida para mim, acabei indo sem medo, com uma tristeza no coração, afinal é um velório e velórios nos levam a meditar sobre o inevitável. A morte.

Entre muitas coisas normais em um velório, encontrei grandes amigos, amigos de caminhada e jornada terrena, fiquei feliz por poder de certa forma partilhar aquele momento com algumas pessoas que não me eram estranhas.

Mas percebi uma coisa. Nós devemos estar preparados para a morte, assim como nos preparamos para a vida em ciclo normal. Em outras palavras: Morrer amanhã deve ser tão bom como foi nascer no dia em que nasci. Até parece irónico e contraditório, mas nascer, ao contrário do que pensam deve ter sido meio traumático: as contrações, o giro, a expulsão e enfim a luz que cega e assusta a alma de tão sutil e indefesa criatura. Mas, para isso o tempo tem um remédio: nosso cérebro, deixa como apagada essas lembranças e emoções para um momento especial, o momento final de nossa existência terrena, nossa morte!

Sei que soou mais extranho ainda, não se preocupe, sou extranho!

Mas, também não gosto de dúvidas, então vou tentar me explicar: Tem um pessoal por ai que se chamam de cientistas, é, são aquelas pessoas que procuram prova palpavel para tudo e eles estudaram muitos daqueles casos de pessoas dadas como clinicamente mortas, mas que depois de um tempo, são "ressuscitadas" e depois de muito estudarem e analisarem chegaram a uns resultados, sendo mais ou menos assim alinhados.

Aquela história em que a pessoa vê o local onde está girando e se afunulando!
O fato de vermos as coisas girando e funilando, tem a ver com o fato do indivíduo ter passado por uma grande tormenta de contrações intra-uterinas, fato que ocorre normalmento antes do nosso nascimento, existem casos de crianças que chegam a ter o formato do cránio modificado por essas contrações, isso causa uma sensação e de certa forma um mal estar grande na criança. O local onde ele habitava, agora o aperta o joga e chaqualha a ponto de expulsá-lo de sua casa.

O fato da pessoa se ver flutando sobre o corpo, a sala e depois entrando na luz!
O fato de estarmos flutuando, é bem fácil de se imaginar: nós nas mãos da parteira, obstetra e assim por diante, colocados a algo longe do chão, ai o cérebro que é uma tremenda máquina junta isso com a idéia de estarmos nos vendo do alto!

O fato de caminharmos para a luz: tem a ver com o local de onde vinhá-mos, que era uma escuridão total e a mãe com os musculos de seu abdomem já em contrações frenéticas, nos empurra para uma saida, um túnel que gira a nós e em seu final. Luz!

Ao fato de nos vermos sendo recebidos por uma espécie de pessoas, que são como sombras e siluetas esnevoaçadas: vem ao fato da percepção visual da criança, que nos últimos nove meses antes estava em uma escuridão completa receber a luz direta e pelo fato de sabermos, pelo menos em tese que a visão da criança ao nascer, não é muito aguçada.

Bem, esses dados são tidos como reais para 100% dos casos analisados. As sensações, as visões e enfim tudo o que ocorre nestes casos em que o corpo acredita estar parando, acabam por remetermos aos momentos de nosso nascimento!

Certo que isso não me deixa com medo da morte, na verdade a velhice do corpo deveria nos dar mas medo que o fato da morte natural. O passar dos anos, nos leva muitas coisas que julgamos preciosas e na maioria das vezes nem percebemos. Em si, o tempo levá-nos a juventude, a força, a cor natural dos cabelos, a lizura da pele, a agilidade, os dentes e enfim a vida.

Talves envelhecer não deva ter muita graça, mas eu acredito que a graça está em envelhecer feliz, ao contário do que dizem, não seria como dizer, deixar apenas o corpo envelhecer; fato que também é uma mentira, aquele negócio de corpo de cinqüenta e cabeça de vinte, é uma tremenda mentira de quem precisa se enganar para tentar viver melhor (caso contrário, não necessitaríamos de ouvir a outra versão das mesmas pessoas: "Ah! se eu tivesse 20 anos com a cabeça que eu tenho hoje". Irônico mas real, tem gente querendo ser de 50 com cabeça de 20, mas tanbém assumem ter 50 com cabeça de 50 quando dizem querer ter 20 com a cabeça de 50). A verdadeira felicidade em envelhecer deve ser o de o fazê-lo com sabedoria, saúde e sempre tendo a oportunidade de aprender com a vida, mesmo que ninguém acredite que a experiência adquirida pela caminhada seja de alguma valia para uma pessoa mais jovem, mas aprender porque a graça da vida está justamente em aprender. Assim pelo menos temos a sobriedade como dignidade!

Bem, mas o assunto aqui é a morte, e quanto a isso eu gostaria muito de poder terminar meus dias sendo útil a alguém ou a alguma coisa, meu tempo por aqui estaria restrito em um único conceito que seria o da utilidade. Mas, ai vem uma questão mais complexa, que não depende de mim: e se minha utilidade a alguém for como objeto de redenção e remissão. Imagine só, Eu estaria incapacitado sobre uma cama ou uma cadeira de rodas e estaria sendo útil a um projeto de remissão e redenção maior ao qual eu não conheça e não foi me dado conhecer, apenas foi posto a colaborar. Seria difícil para qualquer pessoa, a doença e a invalidez mexe com um lado muito profundo da nossa vida, que além de nos dar a idéia da finitude, nos tira a idéia de liberdade. Estamos restrito a um universo cercado de quatro paredes e dependentes de alguém que muito a contra gosto tem que se dispor a ficar inteiramente a nosso lado 24 horas por dia. Então a partir daqui estou discartando a idéia de utilidade total. Gostaria de estar ou de ficar por aqui o tempo em que eu pudesse ser de utilidade, sem ser de peso para alguém, mas com toda a certeza: isso não é eu quem decido! Mas, mesmo assim se minha opinião pudesse contar, gostaria que assim o fosse.

Mas falei em morte sem citar o pós morte, eu até ia deixar isso para uma outra hora, mas fica difícil, porque por mais que falemos em cientistas, não podemos nos esquecer de uma coisa muito importante para tudo isso que é o espírito, coisa que ninguém conseguiu provar até hoje que existe, muito menos que ele não existe. Tudo o que temos são pessoas que no máximo admitem existir uma energia nossa, que pode ficar vagando ai pela atmosfera terrestre e talvez pelo universo com nossos traços mentais, tudo aquilo que somos e pensamos por um indeterminado período de tempo. Por outro lado tem uma maioria que acredita e precisa creditar na existência de um "corpo", que possa ter uma vida pós corpo físico terreno. Essas pessoas tendem a acreditar e  muito em um espírito, a final é ele que resta despois que nossa atual máquina parar. Fato de interesse maior seria o de pensar como seria a humanidade se ela não acreditasse na vida pós morte e no que seria mais interessante ainda, o fato de como seria não acreditar em céu e inferno. Como seria e o que o homem teria a criar para manter este mundo melhor. Em alguns momentos eu penso que estáriamos vivendo em um Iraque da vida, nossos governantes seriam mais ou menos como um Bush (presindente dos USA, até final de 2.004), Bin Laden ou Sadan Hussen. Seria literalmente um inferno.

Bem para isso a vida "Deus" no Seu sentido mais puro foi extremamente sábio. Claro que essa idéia se aplica a àqueles que acreditam em Deus. Mas desde o príncipio, e isso sem deixar de se levar em conta todo o processo evolutivo em que o mundo necessitou em passar, desde a formação do cosmo até a aperição do que podemos dizer "Homem Atualis", é estar falando em algo que gire em torno de 14 bilhões de anos, mais ou menos. Deus foi sábio e belo na sua Concpção do todo. Cada particula, cada molécula, cada átomo, tudo colocado no mais perfeito estado de caos e dai, unindo-as aos poucos, se fez o todo, deixando cada coisa em seu devido lugar. Fez tudo de um modo tão intrigante que Ele, se quis estar presente neste meio e sentir em tudo, inclusive na morte a sensação de se viver. Mas talves e somente talvez, algo que Ele criará, em sua máxima de perfeição resolveu ser maior que Ele, mas Deus, que em momento algum destroi aquilo que criou, resolve de um modo intrigado e talvez complexo, não só nascer e viver no meio de sua criação perfeita, Ele deseja resgatar os seus, para que levem novamente aos céus a chama do sopro divino da vida.

Agora ficou confuso de novo, bem, vamos explicar!

Conta-se que quando as criaturas celestes virão obra de tamanha perfeição, complexidade e além disso extremamente completa naquilo que podemos dizer em sentir e julgar, se rebelaram contra seu criador, não adimitiam que existissem criação tão bela e magnífica deixada a vontade e ao bel prazer em um mundo só para nós. Isso aparenetemente é uma pontinha de inveja. Mas é mesmo!
Quando os anjos mais perfeitos da criação viram o ser humano pronte e totalmente auto suficiente, pelo menos em nossas cabeças. Se sentiram como que deixados em segundo plano pelo Criador, este sentimento ficou ainda maior quando Deus, disse que desejava nascer como humano e deveria ser servido como humano por suas criaturas celestes. Perante isso, os anjos se rebelaram contra Deus, e deixaram ainda bem claro que jamais serviriam ao Criador em um ser tão inferior a eles. Estes rebelados, que não eram todos, acabaram por serem expulsos dos Céus e precepitados para alguma região próxima de nós, entre o lá e o aqui e desde então, sabendo que Deus, não destroi nada daquilo que criou, usam disso para tentarem provar ao seu Criador que nós somos inferiores, para isso se utiliza de muitas manhas e artimanhas para nos levarem não para o Céu, mas para aquele lugar que está entre o lá e o aqui.
Mas a idéia de resgate seria mais fácil de entender, se acreditarmos em nosso espírito, como sopro divino de Deus. Se somos uma fagulha de Deus enquanto seres viventes desta terra, ao terminarmos nossa existência física aqui, o que deveria acontecer com está chama divina? Ela deveria se extinguir? Ou voltar para o Pai? Se somos parte integrante de Deus, nada mais lógico  racional de que voltarmos diretamente para o Pai, mas devemos estar Certo que existem váios por menores neste meio, que nos leva ou não para lá, um deles é o fato de que embora sejamos parte integrante de Deus, somos indivíduos próprios, somos uma outra pessoa da divindade que tem o nome de criatura. Embora gozemos de muitos benefícios divinos, nossos espíritos são próprios e tem características próprias, isso nos daria um nó na cabeça só em pensar, mas seria mais confuso ainda se não pararmos pelo menos uma vez na vida para analizarmos tal coisa. Eu, você, cada um de nos temos em nós o sopro divino, que deve voltar ao Pai, mas embora assim o seja, esse sopro unido a está máquina perfeita cria um outro ser dotado de materia física e matéria espiritual. Completamente independente e auto suficiente, assim o sendo, de certa forma tem que se fazer merecer voltar para o Pai, não mais como parte integrante Dele, mas alguém que junto a Ele deve estar e aproveitar os benefícios dos Céus. Aqui chegamos em súmula no porque de nossa criação. Alguém a quem e com quem Deus pudesse compartilhar tudo aquilo a que Ele criou. Lágico que é um modo rápido de se concluir uma obra de criação de 14 bilhões de anos ou mais, mas em resumo é isso e nossa morte de certa forma resume-se a esse desejo de que possamos ser capazes de voltarmos a Ele e lá junto ao criador defrutar das maravilhas celestes.

Se pensando assim nos aliviasse o medo da morte, o que seria se parassemos para analisar como seria o pós morte?

Imagine:
Você se vê sobrevoando seu próprio corpo, de repente a coisa se afunila e você, tomado por um túnel que girando o leva a uma luz, lá você é recebido por alguém que lhe recebe, e você já está no céu! Como isso é comovente, dá até vontade de ir logo! Mas, agora vem um pergunta simples que pode complicar tudo: Sera?

Será que realmente é assim o desenrolar da história, ou quando chegarmos lá, ao invés de termos alguém para nos receber, nós nos depararemos com algo mais sério e menos fantasioso. Nosso conhecimento!
Se morremos, já não temos mais as limitações físicas, que muitas vezes nos impede de aceitarmos e conhecermos algo profundamente, pelo simples fato de ser muito para nossa cabeça, ou demais para os padrões normais do conhecimento humano. Sendo assim, ao morrermos imediatamente adquirimos a plena consciência, e isso tem um nome que se não me falha é parusia ou cognição, vou verificar e depois corrigiremos, mas desfrutamos a partir dai da oniciência divina, Conhecimento ilimitado das verdades do céu e da terra. Se temos esse conhecimento, deixa de ser necessário o famoso julgamento celeste, onde enfrentamos um verdadeiro juri que nos dará a absolvição eterna ou a punição eterna e isso lá no dia do juizo final. Esse juizo é mais rápido e pessoal, somos julgados pela única coisa que é capaz de nos condenar, e isso acontece com a mesma capacidade de julgamento a qual utilizamos em toda a nossa vida. Com o mesmo peso que pesardes, serás pesado!
Somos julgados pela nossa própria consciência, defronte ao mais temivel espelho, o de nossas recordações, somos impelidos por um desejo de necessidade a se julgar, ou nos achamos dignos de passar para frente, ou diante da nossa cracterística abominável de auto crítica, somos impelidos a correr de Deus, por vergonha de nós mesmos. Ai sim, um verdadeiro inferno. Por não nos julgarmos dignos de estar na presença do criador, correremos eternamente de nós mesmos, ai o fogo do nosso odio próprio arderá sem nos consumir e nós correremos infindavelmente de nós mesmos e deste fogo.
Mas, existe uma coisa muito simples que nos salva!

Nossa capacidade de perdoar, que muitas vezes aqui na terra é tão pouco utilizada, nos é de uma tremenda valia lá no céu. Chega a parecer estranho, mas o momento mais importante de nossa vida, é depois da morte, onde nós vamos ser capazes de misericôrdia própria a fim de ganharmos a misericôrdia divina. Mesmo sabendo que fomos extremamente pecadores nesta terra, mas tentamos sobre todos os meios vencer essas dificuldades e mudar o mundo neste sentido, nos servirá para abrir a passagem para o paraíso celeste.

Ai vale uma lembrar de uma coisa bem simples: Se em terra, não nos entereçamos por aprender a perdoar, não será lá depois da morte que vamos aprender!
Existe ainda assim um achance dada a cada um de nós, e está chance nos é colocada todos os dias bem em nossa cara, e ma maioria das vezes, simplesmente fujimos dela. Uma hora porque estamos ocupados de mais para ir, outras vezes compromissos tolos nos clamam a presença e somente em último caso é que temos tempo e disposição para podermos aderir e participar deste ideal, deste movimento, desta fonte de vida, estudo e preparação para a salvação!

Agora estamos falando em Igreja, para ser mais correto: estamos falando em religião, e os estudos e aprofundamentos aos quais nos é como dever tê-los em e durante nossa vida. Um indivíduo que nasce, cresce, se reproduz e morre deixando como herança apenas seu rebento, não foi de muito grande valia para a humanidade. Até os indios das mais distantes aldeias do mundo tem sua forma de religião e busca da perfeição humana, fatores todos destinados a uma melhor vida depois da morte. O que deveríamos dizer então de nós, raça humana superior e civilizada. O quanto deveríamos saber e fazer a mais por nossa evolução do que um indigena.
Embora particularmente eu acredite que os indios são a forma mais pura de humanos, e que eles tem muito mais a ensinar doque a aprender, me reservo apenas a obrigação de convidar a todos aqueles que conheço a responder a seguinte pergunta:
Uma pessoa criada em uma aldeia, muito distante da civilização e que aprendeu alguns conceitos básicos com seus pais, entre eles a dignidade, a partilha, a necessidade de respeito próprio e o do próximo, a ajudar os mais velhos e necessitados, respeitando ambos a nunca tirar nada a mais da natureza do que aquilo que ele precisa, a ver Deus em tudo o que é parte da obra da criação e ver seu poder nos fenômenos da natureza, mas que não conhecem a palavra de Deus. São dignos de salvação ou não?

Claro que minha resposta está anteriormente escrita de acordo com aquilo que eu penso em relação a morte, mas para meditarmos a pergunta é muito boa. Vale a pena pensarmos um pouco nela e depois para finalizar. Lembre-se: Não julgues para não ser julgado, e cuidado com sua mente, ela é o seu juiz. Na vida e depois dela também!
Quirino Cochi Júnior
Enviado por Quirino Cochi Júnior em 07/09/2005
Código do texto: T48343

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Sobre o autor
Quirino Cochi Júnior
Lençóis Paulista - São Paulo - Brasil, 47 anos
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Quirino Cochi Júnior