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Noites em Claro

 Há quatro anos atrás eu deixei de sorrir e de tentar entender porque razões algumas pessoas são tiradas de nossas vidas com tanta pressa e euforia.Depois daquela sexta-feira fúnebre e quente de agosto que ainda guardo na memória como se fosse hoja,percebi que a melhor maneira de viver e ser feliz seria deixando o egoísmo de lado e aprendendo a perdoar e a aceitar as pessoas como elas são e não pelo o que elas têm.
 Passei um ano e meio sentada dentro de uma sala triste e vazia,tão silenciosa,que acabei me matando sem perceber.Perdi o tempo fazendo coisas das quais não gostava nem um pouco,nesse ínterim,conheci algumas pessoas que me fizeram acreditar na beleza da vida e no amor que há tempos estava morto dentro de meu coração.
 Continuo sentada na varanda à olhar o pôr-do-sol,o quê,aprendi com aquele senhor que há anos me amou como se tivesse nascido para fazer parte da vida dele.Ah,e eu que cheguei a pensar que o teria por perto em todos os momentos felizes ou tristes de minha vida que fora interrompida depois daquele amanhecer triste e calado em que o deixei enterrado na cova raza de minha solidão infinita.
 Amei o meu pai com toda a força,e ainda o amo como se ele estivesse ao meu lado à todo o momento.Sinto não ter tido tempo de dizer isso antes dele partir,mas nem tudo é perfeito quando o que se tem na vida é apenas sonhos inacabados.
 Tenho vivido de brisa,fiquei acordada durante um ano e seis meses,mas,depois do inverno do ano passado,cujo,me guiou à vida de alguém que me ajudou a sair da depressão,sem saber o quanto estava sendo importante em minha vida,descobri que nem tudo dura para sempre.
 Papai sempre me dizia que amores vem e vão,mas verdadeiras amizades duram uma vida inteira,mas eu errei tanto ultimamente,que acabei afastando de minha vida até mesmo as pessoas que um dia me apoiaram não importando se a ignorante era eu ou não.
 Passei anos tentando escrever essa carta de sentimentos guardados e que na noite anterior me fizeram chorar sem conseguir sequer dormir.Mas hoje,nessa tarde quente de setembro decidi que seria melhor escrever o quanto está doendo a ausência de meu pai e assim poder dormir um pouco mais em paz.
                    PAI EU AMO VOCÊ!!!
Emanuelle Henrique
Enviado por Emanuelle Henrique em 21/09/2005
Código do texto: T52399
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Sobre a autora
Emanuelle Henrique
Rondonópolis - Mato Grosso - Brasil
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Emanuelle Henrique