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O PÁSSARO QUE PASSOU!
***************


Não entendo o silêncio quando o barulho aqui dentro explode o grito fazendo minar meus olhos!


Entendo talvez!...


Não quero enxergar a falta de natureza do motivo do grito!


Não consigo alçar vôo para bem distante do espaço que me prende ao chão!... colorido de nuvens escuras e sombrias!


Consigo olhar na fresta do mundo uma claridade que tinge meu peito com suaves tonalidades de esperança!


Mas o grito insiste!


Tenaz é esta hora de dorida solidão!


Excesso de espaços desocupados... inclusive o coração!


Plenitude mesquinha de possuir o mundo da criação quando o que faço é apenas retratar a realidade sentida no viver relativo da hora que fica perdida no pulso que marca outra noite finda!


Saturados espaços do desabafo que reinventam outra fábula para não continuarem se revelando nos meus ais!... falas do coração!


Vão explodindo as penas reclamadas e as plumas hão de servir para a luxúria da sua caminhada toda vez que tocar em qualquer espaço feito pelas sutilezas do meu amor!...


Comecei um grito!


Agora consigo falar!...

Canto porque fiz o que deveria ter feito há muito!

Não se desespere... pense apenas que nada signifiquei ou que fui o pássaro que enfeitou a gaiola do seu mundo!... por um breve minar!


©Balsa Melo

16.10.07

Cabedelo - PB


BALSA MELO (POETA DA SOLIDÃO)
Enviado por BALSA MELO (POETA DA SOLIDÃO) em 17/10/2007
Código do texto: T697752
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
BALSA MELO (POETA DA SOLIDÃO)
Uberaba - Minas Gerais - Brasil
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BALSA MELO (POETA DA SOLIDÃO)