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Setembro

Quando, numa maneira só minha de sentir saudade, eu enfim entendi que nada mais temos para viver juntos.
Onde, numa louca vontade de reagir, eu descobri onde deixei meu coração e mais, onde arrancaram o seu.
Quem, se não você pra me devolver a paz que outro dia de saudade me levou embora.
Como, se ontem mesmo eu nem sabia mais me reconhecer no espelho e deixei que taças de um vinho que se esparramou pelo chão da sala, quebrassem essa imagem que me tornei;
Desde que você decidiu assim eu tenho tentado decidir também.
Desde que tudo se tornou saudade, eu tenho lutado contra o meu coração e as vezes até venço algumas batalhas...
Mas já bati tantas vezes e apanhei tantas outras que agora só queria tomar um banho de chuva e depois sentir seu abraço forte e tão meu...
Esses são os dias de setembro sem você... sem flores, sem vinho, sem músicas românticas pra acompanhar nossos passos...
Sem sua sombra marcando meu achado, sem seus lábios sorrindo e me desejando em palavras, sem sua voz, alias voz essa que me dá imensa saudade, eu juro que tento...
...mas a maioria das vezes não consigo te esquecer!!!
Fecho meus olhos e ouço a chuva caindo mansa lá fora, que vontade de sair correndo até a sua janela e gritar pra todo mundo ouvir o que meu coração já sabe desde a primeira vez que te descobriu
Grito esse que precisa sair de qualquer maneira, grito que meu peito já soltou a tempos atrás só que ninguém ouviu...
O silêncio sempre é mais forte nesses casos...
Minha pele ainda sente a paz que foi te ter, fomos parte de uma noite em que nos tornamos um.
Não me importa se por apenas uma noite, fechei meus olhos e deixei que a meia noite viesse até nossos corpos nus.
Você não poderia ter sido, fez o tempo parar, não foi a última história mas se tornou a inesquecível em minha alma.
Eu sempre quis manter os pés no chão, você é que me ensinou como é bom voar.
Agora me devolve essa paz, me devolve esse chão... nunca se negue pra mim, não assim, não agora...
Você sempre será a razão de todos os meus sonhos, me ajudou a construí-los, por favor não me deixe destruir tudo assim.
Deixe que eu penetre no negro lago de seus olhos e torne essa água tão rasa e transparente que quem olhar verá que se tornaram azuis.
Me deixe tocar sua alma mais uma vez ou talvez pela primeira vez, apenas me deixe te tocar de novo...
Me deixe mostrar que o Amor pode dar certo mesmo não sendo as pessoas certas pra isso.
Não deixe que a distãncia te esqueça de mim, não deixe de ter saudade e por favor não se deixe...
... não assim, não agora!!!



 
Nathalya Etchebehere
Enviado por Nathalya Etchebehere em 25/10/2007
Código do texto: T709302

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Sobre a autora
Nathalya Etchebehere
Ribeirão Preto - São Paulo - Brasil, 32 anos
252 textos (22927 leituras)
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Nathalya Etchebehere