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Meu filho!

Meu filho. Ainda me lembro do dia em que te vi pela primeira vez. Foi o dia mais feliz da minha vida.
 Estavas ao lado da mãe. Foi um dia estafante, pois corri, para avisar a todos da tua chegada. Eras um encanto.
 Pele rosada. Uns olhos grandes e lindos.
 Depois em casa lembro-me das noites em claro não só por causa do biberão, mas também com os teus problemas respiratórios. Sempre foste uma criança alegra e traquina, até nas galinhas tinhas de mexer. As tuas brincadeiras coma tua irmã eram alegres e divertidas. Tudo isto foi uma alegria, até ao dia em que te foi diagnosticada a doença que te iria levar de nós. Todos esses meses foram de agonia para nós, e sofrimento para ti. Quantas noites passámos juntos, em claro! Quantos dias também, em que jogávamos e até com o computador, mas quando vinha a noite, era o suplício. Meu filho, a tua partida foi e é ainda muito doloroso para nós. Quantas noites sonho contigo. Uma vez até senti o calor do teu corpo, quando estavas deitado sobre mim. Agora nada podemos fazer. Rezar, seria uma coisa a fazer, mas os anjos não precisam de orações. A única coisa então, é conservar-te na nossa memória e recordar-te todos os dias. Até um dia!!
Carlos Jorge Gomes Candan
Enviado por Carlos Jorge Gomes Candan em 05/11/2007
Código do texto: T723738

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Sobre o autor
Carlos Jorge Gomes Candan
Portugal
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