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desespero...

Querida mamãe, querido papai!
Esta noite eu vou pôr um fim em tudo, porque percebi que não consigo me libertar da paixão. O amor acabou totalmente comigo. Há meses que vivo de algumas migalhas de beijos roubados. Todo o meu corpo definhou sem que eu notasse, pois o amor me amortecia as dores. Não posso mostrar o meu coração a mais ninguém, tão cheio de cicatrizes que está. Quando me levantava, precisava, antes de qualquer coisa, pensar em você (amor que não devo revelar o nome para que não se sinta culpada), para agüentar até a hora de te ver à tarde, hora que conseguia te ver. Assim eram os meus dias. Amei, chorei, sofri, me mutilei, tentei amar outras mulheres, fiz simplesmente tudo para tentar esquecer esse amor. Sou um zero. Sou o pior das imundices. Diga as minhas irmãs que nunca se entreguem demais a um amor, pois agora elas verão, através de mim, aonde o amor pode levar a gente. Sinto muito por vocês, mas não me resta outra coisa a fazer. Peço todos que me perdoem.
                                                                                                  ...
César Rezende
Enviado por César Rezende em 24/11/2007
Código do texto: T750616

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Sobre o autor
César Rezende
Goiânia - Goiás - Brasil, 30 anos
31 textos (1150 leituras)
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César Rezende