Parte baixa da Cachoeira Casca D'anta            

 Uma história do além
 
     Minha avó me contou uma história muito engraçada. No começo ela é de terror, mas, depois você descobre o mistério todo.
     
    Antigamente nas casas não tinha corredores. Havia um salão no meio da casa e através dele os moradores entravam nos quartos. Na casa de meus bisavós, os quartos das meninas e dos meninos eram separados.

   Uma noite minha avó e todos os seus irmãos ouviram um barulho e ficaram muito assustados... O barulho chegou até o quarto de minha bisavó. Ela também ficou morrendo de medo e chamou meu bisavô, porque ele tinha coragem para enfrentar o perigo.

   Todos já estavam achando que era um fantasma, apesar de nenhum deles acreditar nisso. Então todos os homens da casa se reuniram e foram ver o que era o tal barulho.

   Quando chegaram ao salão viram um pão de queijo rolando sozinho pelo chão. Foi uma correria danada! Meu bisavô pegou uma botina, meus tios pegaram vassouras e todo mundo correndo atrás do pão de queijo mal assombrado. De repente... Que surpresa! De dentro do pão saiu o terrível fantasma, que não passava de um camundongo. 

    Todos caíram na gargalhada e também ficaram felizes em saber que fantasma não existe.
                                                                            Laura 9 anos 
 
 


                              



Fugir da escola é perigoso
 
    Minha mãe me contou que quando era adolescente, ela e suas amigas combinaram fugir da escola para irem nadar num rio, perto da cidade. Levaram toalhas e roupas escondidas nas mochilas.
     
    O dia estava muito bonito. Estavam se divertindo muito. Porém, quando minha mãe foi mergulhar num poço, ela acabou escorregando e caiu batendo com a cabeça numa pedra.

   Foi um grande susto! As amigas apavoradas, logo acudiram, porque minha mãe ficou meio tonta com a queda. Depois de alguns minutos ela estava bem, mas, foi quando notaram o dente da frente faltando um pedaço. 

    Uma das meninas trabalhava com uma dentista e disse que se encontrassem o pedaço, ele poderia ser colado. Foi uma correria todas procurando meio das pedrinhas claras do rio, o pedacinho do dente de minha mãe. Não acharam.
       
   Voltaram para casa meio sem graça, mas, como se tivessem voltado da escola. Minha mãe tomando cuidado para não rir e nem mostrar o dente. A amiga dela “sabia” que nesse caso o dente precisava ser lixado. Então pegou uma lixa de unha e lixou o dente quebrado até tirar a ponta quebrada...

    Minha mãe conserva até hoje o sinal no dente. Ela adora contar essa história.  
 Cecília 10 anos  
 
                      
 


O homem sábio
 
     Era uma vez um homem que achava que sabia tudo. Quando uma pessoa perguntava algo, ele sempre sabia a resposta.

    Um dia esse homem viajou para os Estados Unidos e quis saber mais que todo mundo. Ele conseguiu! Foi assim também na França, Itália, Espanha, Inglaterra e em vários países do mundo inteiro.
 
   Quando chegou à China ele não conseguiu saber tudo, porque a linguagem dos chineses era muito diferenciada da dele. Então o homem resolveu estudar “chinês” para se comunicar com aquele povo.


  Estudando, ele descobriu que não era tão difícil assim e conseguiu aprender muita coisa sobre aquele país e seus habitantes. Depois disso ainda  viveu lá por muito tempo.

    Moral da história: “É melhor não saber nada e estudar do que achar que nasceu sabendo tudo.”.

                                                             
Eliseu Lopes   11 anos
    



*Eliseu estuda em outra escola. É amigo dos meus alunos. Mesmo não participando  das aulas de conto, fico feliz em publicar  as histórias de quem gosta de escrever.
Maria Mineira
Enviado por Maria Mineira em 25/04/2013
Reeditado em 25/04/2013
Código do texto: T4258449
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