Reflexões.

Nas tardes abafadas de primavera,o príncipe-poeta e sua musa costumavam isolar-se ainda mais da humanidade..

Depois de caminharem silenciosamente pela praia,sentavam-se nas dunas para meditar e juntarem-se as almas...Nesses momentos,a musa costumava deitar a cabeça no colo do amado e cerrar os olhos na paz infinda que os acometia.O poeta então afagava seus cabelos e deixava os olhos perderem-se no mar.Olhava longe,sem a pretensão de entender até onde Deus alcança..

Então,eles conversavam..em tom baixo,quase como uma oração.. Conversavam entre si e para ambos...dalí vinha sua força e cumplicidade...Sabiam que nada fazia sentido além daquele amor...se compreendiam,confidenciavam suas angústias,seus medos,suas melancolias particulares...Eram íntimos,eram amantes..

O sonho de felicidade que viviam,só era real porque nunca paravam de sonhar,de acreditar com vigor,de terem coragem de amar...Eles sabiam que o amor é para os fortes.Por isso se fortaleciam na alegria imensa de terem escolhido um ao outro como companheiros de uma vida..

Seu casamento não era uma prisão..eram livres- pensadores e nas palavras encontravam alento e apoio.

Não se contentavam com a superfície das coisas,e nessas conversas,descortinavam suas almas,suas vontades e seus desagrados..Era assim que harmonizavam as diferenças...

E então,quando o sol já estava se escondendo sonolento,o poeta tomando a mão de sua musa,voltava para seu reino encantado de amor..

TiTiZ
Enviado por TiTiZ em 17/11/2016
Reeditado em 17/11/2016
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