O velho mamoeiro

Havia um pé de mamão

Velho e cansado

As chuvas quando vinham

Tentavam alegrá-lo

Porém aos prantos

Chuá, chuá, chuá

Suas folhas largas n’água choravam

Chegava o sol

Tinindo de alegria

Com os braços vermelhos de calor

E de propósito incidia sobre sua copa verde-amarelada

Queria ao menos vê-lo praguejar

De resposta, um dobrar das folhas

“Papaia... vermelhinho

Cor de fogo

Encarnadinho...!”

Um sanhaço-cinza joga

A cantoria no ar

“Mamão... mamãozinho...

Olha aqui um passarinho... “

Uma pausa. Morre-lhe o gorjeio.

Precisamente nesta hora

As folhas da árvore

Iam se vergando ao talo

Um bater de asas triste

Um voo irregular

Como se entortasse o vento

“Ai, meu velho amigo mamoeiro

Demorei a te visitar!”

“Seria um sonho?

A vida ainda vai me deixar encontrar o sanhaço

Aos cânticos em linda melodia

Fiv, fiv, fiufivi, fiufivi, fiv...

Em que eu balançava minhas folhas ao vento

Nas manhãs de sol?

Ah, achega-te meu passarinho!”

E o mamoeiro maravilha a natureza

Com o coraçãozinho batendo tal em datas menino

Erguendo o corpo para ganhar

A visita do amigo

Teresa Cristina flordecaju
Enviado por Teresa Cristina flordecaju em 20/03/2010
Reeditado em 20/03/2010
Código do texto: T2149087
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